A porta do novo ano

Aproximamo-nos da celebração do Natal de Jesus, ao mesmo tempo que finalizamos mais um ano civil. É um tempo propício para, contemplando o presépio, nos interrogarmos, em estilo de revisão de vida, sobre o ano que termina e os horizontes que o novo ano nos quer abrir.

– No presépio contemplamos a Encarnação, mistério central na fé cristã, em que Deus assume a nossa natureza, para Se revelar definitivamente no seu Filho Jesus. Deus que Se faz carne, para que O possamos conhecer através dos nossos sentidos, possamos vê-Lo, ouvi-Lo, tocá-Lo, saborear a sua presença, admirar-nos com o seu estilo de vida e de amar. Deus-connosco é a certeza maior que o Natal nos traz. No novo ano, renovamos a consciência de Deus sempre presente entre nós, que nos acompanha e nos inspira. E isso enche-nos de esperança, não estamos sós.

– A aventura histórica de Jesus começa em pobreza, sem casa, sem lugar, na total dependência, frágil e vulnerável. E termina numa maior pobreza, na injustiça, na solidão, no sofrimento da cruz. A pobreza e a humildade atravessam a história de Jesus. Move-Se pela compaixão, pelo que é pobre, pequeno. Deus, em Jesus, ensina-nos que a pobreza abre as portas do coração para nos reconciliarmos com a nossa fragilidade e a fragilidade dos outros. Somos amados no que somos e, por isso, levantados para um horizonte de vida e proximidade, sobretudo dos que sofrem. No ano que se aproxima, quais são as pobrezas que preciso “resgatar”, como Jesus? Peçamos um coração pobre que acolha a pobreza do mundo e dos nossos irmãos e irmãs.

– Jesus é visitado no presépio por vários personagens. Os pobres pastores, que trazem os seus cânticos e o pouco que têm para ajudar a Sagrada Família nas suas necessidades. São generosos na sua simplicidade. E adoram o Menino. Outros, os magos, trazem tesouros e honras, percebem na fragilidade daquele Menino uma grandeza maior. E adoram o Menino. Neste novo ano prestes a começar, seja para Deus o melhor que temos, pouco ou muito: o tempo, os talentos, a capacidade de fazer o bem. A Deus, damos o melhor, sempre e a todo o momento.

São estes os desejos da Equipa da Rede Mundial de Oração do Papa em Portugal. As maiores bênçãos de Deus Menino: que aprendamos com Ele o modo certo de viver o novo ano!

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Diretor da Rede Mundial de Oração do Papa em Portugal