Papa pede orações pela Igreja contra ataques do demónio

Neste mês do rosário, o Papa pede aos católicos que rezem todos os dias o terço, para que a Virgem Maria ajude a Igreja nestes momentos difíceis, e a oração a São Miguel Arcanjo para invocar a sua proteção contra o demónio.

Francisco dirigiu este pedido à sua Rede Mundial de Oração (RMOP) que, por sua vez, lançou, nos 98 países onde está presente, a campanha«#PrayForTheChurch» através da plataforma oficial de oração, o Click To Pray(CTP). Para corresponder a este apelo do Santo Padre, basta aceder à app ou às redes sociais do CTP, concretamente blogueTwitter e Facebook.

O apelo do Santo Padre surge na sequência das «situações difíceis» com que a Igreja Católica se tem confrontado, nos últimos anos e meses, entre as quais os casos «de abuso quer sexual, quer de poder e de consciência, por parte de clérigos, pessoas consagradas e leigos», afirmam Frédéric Fornos, sj, e Luís Ramirez, sj, responsáveis internacionais da RMOP, que falam no crescimento das «divisões internas» no seio da própria Igreja.

Na tradição cristã, lembram, o mal tem diversas figuras, como a de «Satanás», que em hebraico significa «adversário», ou «Diábolos» em grego, isto é, o que divide ou semeia discórdia. Na tradição bíblica também se fala do «sedutor do mundo», o «pai da mentira», ou «Lúcifer», que se apresenta como anjo da luz, sob a capa de bem, induzindo ao engano.

«O mal manifesta-se de diversas maneiras e a missão de evangelização da Igreja torna-se mais difícil, chegando mesmo a desacreditá-la. Em parte, é por causa da nossa responsabilidade ao deixarmo-nos levar por paixões que não nos abrem à verdadeira vida, entre as quais: a riqueza, a vaidade e o orgulho», acrescentam. O Papa diz que são os degraus pelos quais quer arrastar-nos para o mal, ele que é um sedutor. Trazendo intenções e pensamentos bons, pouco a pouco, vai levando a pessoa às suas perversas intenções, como a discórdia e a mentira, entre outras.

Os responsáveis recordam a Carta ao Povo de Deus, de 20 de agosto deste ano, em que Francisco afirma que, «se um membro sofre, todos sofrem com ele». E acrescentam: «quando experimentamos a desolação que nos provocam estas chagas eclesiais, com Maria far-nos-á bem “insistir mais na oração” (Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loiola, n. 319), procurando crescer mais no amor e fidelidade à Igreja».

Na sequência do pedido que faz aos católicos, Francisco convida-os a orar a mais antiga invocação à Santa Mãe de Deus:

«À Vossa Proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita».

O Santo Padre exorta, ainda, aos fiéis que rezem a S. Miguel, que, segundo a tradição espiritual, é o chefe dos exércitos celestes e protetor da Igreja (Apocalipse 12, 7-9). Reze esta ou outra oração:

«S. Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demónio. Que Deus manifeste sobre ele o seu poder, esta é a nossa humilde súplica. E vós, Príncipe da Milícia Celeste, com o poder que Deus vos conferiu, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Ámen».

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