Papa quer educação e trabalho de qualidade para jovens em África

O Papa Francisco quer que os jovens africanos tenham acesso a uma educação e a um trabalho de qualidade, sem necessidade de emigrar. Na edição de setembro de O Vídeo do Papa, realizada pela Rede Mundial de Oração do Papa, o Santo Padre assegura também que os jovens são a verdadeira riqueza deste continente.

“Rezemos para que os jovens do continente africano tenham acesso à educação e ao trabalho nos seus próprios países. Eles devem poder escolher entre deixar-se vencer pela dificuldade ou transformar a dificuldade numa oportunidade”, afirma Francisco. “Se um jovem não tem possibilidades de educação, que poderá fazer no futuro?”, pergunta o Papa.

Recorde-se que, em linha com a sua preocupação pelos temas da juventude, o Santo Padre convocou para o próximo mês de outubro um Sínodo dos Bispos sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. O Sínodo realiza-se em Roma, de 3 a 28 de outubro.

“Para construir um futuro de verdadeira esperança, é fundamental que todos os jovens africanos encontrem possibilidades nos seus países”, sublinha o P. Frédéric Fornos, sj, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa e do Movimento Eucarístico Juvenil (MEJ). “O Papa disse-o muitas vezes e desta vez expressa-o na sua intenção mensal de oração: a educação e o trabalho são os pilares para que os jovens africanos possam transformar a realidade das suas nações”.

“O nosso ramo juvenil, o MEJ, está presente em 20 países africanos, ao serviço de uma educação integral, para que, além de uma formação intelectual, possam ter uma formação espiritual, comunitária e apostólica”, acrescenta Frédéric Fornos, sj.

Segundo estatísticas da Organização Internacional do Trabalho relativas a 2017, 12,9 por cento dos jovens africanos entre os 15 e os 24 anos, na África Subsariana, estão desempregados. O valor sobe para 28,8 por centro para a mesma faixa etária nos países do norte de África. Por seu turno, a UNESCO estima que em 2017 quase 60 por cento dos jovens africanos entre os 15 e os 17 anos não frequentam a escola.