Quinta-feira da trigésima terceira semana do Tempo Comum

Quinta-feira da trigésima terceira semana do Tempo Comum

Estás a iniciar o teu breve momento de oração. Deixa que esta te inicie na pedagogia da vigilância, da escuta e atenção aos sinais da presença do Senhor na tua vida, muitas vezes escondidos aos teus olhos. Baixa as defesas que a tua mente aprendeu a erguer, as justificações, seguranças e máscaras, e entrega-te ao Senhor em tudo o que és: Ele te recebe como um Pai de misericórdias, pois não está longe de ti; n’Ele vivemos, nos movemos e existimos. Começa assim a tua oração.

Quarta-feira, memória litúrgica de Santa Cecília

Quarta-feira, memória litúrgica de Santa Cecília

Hoje, começa a tua oração acolhendo no teu coração estas palavras de confiança escritas pelo profeta Isaías: «Porque murmuras, Israel: “O Senhor não compreende o meu destino, o meu Deus ignora a minha causa!”. Porventura não sabes? Será que não ouviste? O Senhor é um Deus eterno, que criou os confins da terra. Não se cansa nem perde as forças. É insondável a sua sabedoria. Aqueles que confiam no Senhor renovam as suas forças. Têm asas como a águia, correm sem se cansar, marcham sem desfalecer». 

Terça-feira, memória litúrgica da Apresentação de Nossa Senhora

Terça-feira, memória litúrgica da Apresentação de Nossa Senhora

Santo Agostinho, no século IV, proferiu esta frase surpreendente: «Maria cumpriu, e cumpriu perfeitamente, a vontade do Pai; e, por isso, Maria tem mais mérito por ter sido discípula de Cristo do que por ter sido mãe de Cristo; mais ditosa é Maria por ter sido discípula de Cristo do que por ter sido mãe de Cristo». Santo Agostinho aponta-nos para o essencial da experiência cristã: a escuta fiel da Palavra, a entrega filial na fé. Que a tua vida e a tua oração sejam, a exemplo de Maria, um caminho de entrega à vontade do Pai.

Segunda-feira da trigésima terceira semana do Tempo Comum

Segunda-feira da trigésima terceira semana do Tempo Comum

Hoje, começa o teu momento de oração com estas palavras de um poema de António Couto: «Sei bem que foste tu que me puseste em movimento, que teceste o meu ser, que me deste a vida e de comer, que me acolheste e me acolhes sempre em tua casa. Como é que estou então ainda aqui parado na berma desta estrada, pensando que fui eu que me pus no ser, que sou dono de mim, que esta vida é minha? Não fiques aí parado, meu irmão. Olha com mais atenção, olha com o coração o chão que sonhas, o céu que lavras. Recomeça!»

Trigésimo terceiro domingo do Tempo Comum

Trigésimo terceiro domingo do Tempo Comum

O medo leva-nos a esconder os nossos talentos, a converter em posse o que é dom, a procurar a segurança nos bens acumulados quando apenas a partilha gera abundância. Hoje, domingo, Dia Mundial dos Pobres, abre os teus olhos à dignidade de cada pessoa e à urgência da partilha. Faz de cada gesto um compromisso pela justiça. Não fiques apenas nas intenções, olha à tua volta, escuta o grito que vais socorrer, vê as lágrimas que vais enxugar... E começa assim a tua oração.

Sexta-feira, memória litúrgica de Santa Isabel da Hungria

Sexta-feira, memória litúrgica de Santa Isabel da Hungria

Abbé Pierre, fundador do Movimento de Emaús, escreveu: «Viver a caridade não é apenas dar, é ter sido ferido, é estar ferido pelo ferimento do outro. Também é unir todas as minhas energias às dele para juntos nos curarmos do seu mal, que passou a ser meu». Hoje, começa a tua oração abrindo-te à presença do Espírito de Amor capaz de transformar o teu coração de pedra num coração de carne.

Quinta-feira da trigésima segunda semana do Tempo Comum

Quinta-feira da trigésima segunda semana do Tempo Comum

Vivemos à procura, perdidos e afastados, de um Reino que nos faça saborear as respostas. Perguntamos sobre o onde e o quando, distraídos, no meio dos ritmos, estímulos e flashes da sociedade que construímos. E o essencial está já no meio de nós, na criança que nos pede o abraço, no silêncio que pede um pouco do nosso tempo, no pão, partido e repartido pelas colinas. Que a tua oração, quotidiana e incessante, te ensine, na sua pedagogia, a difícil arte do discernimento e da confiança. 

Quarta-feira da trigésima segunda semana do Tempo Comum

Quarta-feira da trigésima segunda semana do Tempo Comum

Há um porto seguro, um sinal de luz, um abrigo que nos acolhe quando as angústias, pensamentos e dúvidas nos preenchem. Nesses momentos, abraça o nome de Jesus, invoca-O, abre-te à sua presença, e permite que a sua força, suave e bela, te faça reencontrar a paz. Se este for um desses momentos, deixa de parte as tuas respostas e propósitos e invoca, com a mente e com os lábios, o nome de Jesus; Ele não deixará a tua oração perder-se. 

Terça-feira da trigésima segunda semana do Tempo Comum

Terça-feira da trigésima segunda semana do Tempo Comum

É natural que a tua oração e o teu silêncio te proporcionem sentimentos de paz, de beleza e de plenitude. Mas, no quotidiano, a oração tende a não experimentar frutos, resultados ou dons, como o servo que não encontra reconhecimento. Se te encontrares nesta experiência, não te deixes vencer pelo desânimo ou pela angústia: são os passos e passagens necessários para despir de todo o interesse o encontro com o Mistério.

Segunda-feira da trigésima segunda semana do Tempo Comum

Segunda-feira da trigésima segunda semana do Tempo Comum

Hoje, começa a tua oração com estas palavras do salmo 138, plenas de confiança filial: «Senhor, vós conheceis o íntimo do meu ser: sabeis quando me sento e quando me levanto. De longe penetrais o meu pensamento: Vós me vedes quando caminho e quando descanso, Vós observais todos os meus passos. Por todos os lados me envolveis e sobre mim pondes a vossa mão. Prodigiosa ciência, que não posso compreender, tão sublime que a não posso alcançar!»

Trigésimo segundo domingo do Tempo Comum

Trigésimo segundo domingo do Tempo Comum

As luzes da cidade já não nos permitem compreender como era vital, noutras épocas, não atravessar a noite sem uma candeia. Não obstante todas as tecnologias, as redes, o digital, a sociedade do espetáculo, o nosso coração continua a precisarde uma pequena luz que o guie no meio das suas angústias e medos. Hoje é Domingo, o primeiro dia da semana: nunca deixes acabar, durante esta semana, o azeite da oração que mantém viva, entre os ventos e escuridões, a luz da esperança. 

Sexta-feira, memória de São Leão Magno

Sexta-feira, memória de São Leão Magno

Hoje, a Igreja celebra a memória de São Leão Magno, Bispo de Roma no século V, que entregou a sua vida à construção da paz e à defesa dos mais frágeis no violento período da queda do império romano. Hoje, começa a tua oração escutando o seu convite: «Todos os cristãos foram revestidos de um carisma espiritual que os torna membros desta família de reis e deste povo de sacerdotes. Não será uma função sacerdotal consagrar ao Senhor uma consciência pura e oferecer a nossa piedade no altar do coração?». 

Quarta-feira da trigésima primeira semana do Tempo Comum

Quarta-feira da trigésima primeira semana do Tempo Comum

Diz-nos Eduardo Lourenço que «vivemos sob um regime de absoluto bombardeamento informativo, numa espécie de vigília contínua, sem termos a possibilidade de fecharmos os olhos. Assim, o que parece urgente é escapar a esse fluxo, descobrir um refúgio, defender o direito ao silêncio». Procura descobrir, neste pequeno e frágil momento de oração, a graça e o dom de fechar os olhos, de descobrir um refúgio, de acolher o silêncio. 

Segunda-feira, memória de São Nuno de Santa Maria

Segunda-feira, memória de São Nuno de Santa Maria

O que conduz um herói militar e líder do reino a terminar os seus dias pedindo esmolas porta a porta? Não bastou a Nuno de Santa Maria a dedicação de igrejas, as obras de assistência e caridade ou a edificação de uma vida honrada ao serviço do seu país: foi preciso despojar-se de tudo, de propriedades, títulos e honras para abraçar Aquele que vivia nas suas feridas e nas feridas daqueles que batiam à sua porta. Que a oração seja para ti a abertura aos apelos do Espírito, hoje e todos os dias da tua vida.

Sexta-feira da trigésima semana do Tempo Comum

Sexta-feira da trigésima semana do Tempo Comum

Cada dia representa uma nova oportunidade para acolher e celebrar o mistério de Deus presente na nossa vida. Hoje, começa a tua oração com estas palavras de Clemente, bispo de Roma no século primeiro da era cristã: «Como são agradáveis, como são maravilhosos os dons de Deus! A vida na imortalidade, o esplendor na justiça, a verdade na liberdade, a fé na confiança, a temperança na santidade».

Quinta-feira, comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

Quinta-feira, comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

Há dias que pertencem à nossa memória. Uma memória que também precisa de ser sanada, convertida, renovada no caminho da Graça e da gratidão. Hoje, o horizonte da morte é resgatado do seu exílio, dos espaços onde a encerramos, para corrermos na ilusão da nossa autossuficiência. Acolhe este horizonte, inscrito no teu corpo e na tua história, e permite que a esperança e a fé o convertam na sua plenitude pascal, unindo-te a todas as irmãs e irmãos a quem pertences e que te pertencem.

Quarta-feira, Solenidade de Todos os Santos

Quarta-feira, Solenidade de Todos os Santos

Podemos, em pleno início do mês de novembro, estar a celebrar a Páscoa? É este mistério de vida, de plenitude e de graça que irrompe do Corpo de Jesus, o Filho Amado, para unir numa mesma família a Humanidade redimida. Hoje contempla os santos: as mulheres e os homens que, ao longo da história, mergulharam as suas vidas no sangue e na água do amor; que a sua presença conduza a tua oração nos caminhos da esperança e da paz.