Sexta-feira da sétima semana do tempo comum

Sexta-feira da sétima semana do tempo comum

Os salmos são a grande escola de oração da Bíblia. Se os leres com atenção, poderás reparar como a sua linguagem está repleta não só de palavras de louvor mas também de palavras de angústia, de revolta e até de violência.
A oração pertence à nossa humanidade mais profunda: ela exprime tudo o que vivemos, não só de luz, mas também de sombras. Trazer à oração as nossas experiências mais negativas é dar-lhes uma palavra, humanizá-las e permitir que a Graça as converta e transforme.
Coloca diante do Senhor tudo o que vives e experimentas; e começa assim a tua oração.

Quinta-feira, memória litúrgica de S. Policarpo

Quinta-feira, memória litúrgica de S. Policarpo

Frequentemente, marcamos a nossa vida de oração com uma linguagem que não lhe é própria. Gostamos de falar de progressos, de dinâmicas, de lógicas de dever e de obrigação, de virtudes e de méritos.
Na medida em que te for possível, liberta progressivamente a tua linguagem e o teu pensamento destas palavras. Permite que a tua oração seja silenciosa, para que assim se possa revestir da sua matéria prima: a tua vida, os teus anseios e aspirações.
Deixa-te conduzir no encontro com o Ressuscitado, e começa assim a tua oração.

Quarta-feira, festa litúrgica da Cadeira de S. Pedro

Quarta-feira, festa litúrgica da Cadeira de S. Pedro

Simone Weil disse certa vez que o mais puro amor consente e aceita a distância entre nós e aqueles a quem amamos. A distância permite um espaço de liberdade, de respeito pela diferença, de acolhimento da novidade e da surpresa que o outro é para mim.
Também a oração reside neste mistério de liberdade. Acolhe a distância que encontras entre ti e Deus: não a distância física, mas a distância que existe entre os teus desejos, projetos e expectativas e a vontade que Deus manifesta na tua vida. Abre-te à sua novidade e à sua surpresa: e começa assim a tua oração.

Terça-feira da sétima semana do tempo comum

Terça-feira da sétima semana do tempo comum

“Canta ao Senhor um cântico novo, canta ao Senhor, terra inteira! Canta ao Senhor, bendiz o seu nome;
proclama dia a dia a sua salvação!” Com estas palavras do salmo 96, abre o teu coração à presença do Espírito Santo que suscita em ti um canto de louvor.
Nunca deixes de cantar, de louvar, de bendizer, de abrir no teu coração um espaço de respiro, de beleza e de graça. Porque é no Senhor que vivemos, nos movemos e existimos: Ele está próximo daqueles que se deixam encontrar. Assim, vale a pena começares a tua oração.

Segunda-feira, memória litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto

Segunda-feira, memória litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto

Certa vez, no templo de Jerusalém, Jesus enalteceu o gesto de uma pobre viúva, cuja oferta de duas pequenas moedas significou infinitamente mais do que todas as ofertas dos ricos. O mistério da oração compara-se a um tesouro, mas a um tesouro que se partilha, que parte do que é mais vital para nós.
Não procures na oração o que te sobra, não procures acumular ou amealhar. Procura antes o que te é mais necessário para este momento, para o presente em que vives. Começa assim a tua oração.

Sétimo domingo do tempo comum

Sétimo domingo do tempo comum

Estás prestes a iniciar uma nova semana da tua vida. Que este domingo, dia da memória da Páscoa do Senhor, te ajude a dar um sentido à semana que tens pela frente. Não deixes de viver acompanhado pelo Senhor. Constrói os teus dias, as tuas opções e relações como uma passagem contínua da morte para a vida, do pecado para o perdão, do medo para a liberdade. É essa a grande vocação e dignidade dos filhos de Deus. Assim, vale a pena começares a tua oração.

Sexta-feira da sexta semana do tempo comum

Sexta-feira da sexta semana do tempo comum

A oração é talvez a viagem mais estimulante que podemos empreender. Não se trata de uma viagem mais a somar às encruzilhadas da nossa vida: mas é a viagem que nos conduz à nossa identidade mais profunda, livre das falsas imagens que temos de nós mesmos.
Ao iniciares a tua oração, pede ao Senhor que te liberte de todos os medos, suspeitas e desconfianças que possam marcar as tuas relações. E, assim, a oração será verdadeiramente o alimento para a tua peregrinação. 

Quinta-feira da sexta semana do tempo comum

Quinta-feira da sexta semana do tempo comum

Um dos riscos mais presentes numa vida de oração está na multiplicação das palavras que repetimos para nós próprios. A oração é um caminho de encontro com a nossa fragilidade, com as feridas, medos e angústias que transportamos.
É aí que Deus está presente, e é no tecido da nossa vida, do nosso corpo e da nossa história que nasce um canto de louvor e de esperança. Prepara o encontro com o mistério de Deus que habita em ti, e começa assim a tua oração.

Quarta-feira da sexta semana do tempo comum

Quarta-feira da sexta semana do tempo comum

Quando nos expomos ao silêncio, a nossa memória tende a preencher-se de imagens: de experiências passadas, das preocupações do presente ou das angústias do futuro.
Por isso todos precisamos do auxílio das palavras para orientar a nossa oração: seja através de um salmo, de um colóquio ou de uma meditação. Mas não receies enfrentar o silêncio: sem ele, a oração não poderá exprimir o mais profundo da tua vida. Começa assim a tua oração.

Terça-feira, memória litúrgica de São Cirilo e São Metódio

Terça-feira, memória litúrgica de São Cirilo e São Metódio

Os momentos de dificuldade e angústia levam-nos a duvidar das promessas e fidelidades que constroem a nossa vida. É nas situações de sofrimento que a nossa memória mais necessita de recordar a bondade que nos permite viver.
Neste dia em que popularmente se celebra o amor, prepara-te para iniciar a tua oração, e agradece ao Senhor pela graça e pela exigência das relações de amor que tecem a tua vida. Começa assim a tua oração. 

Sexto domingo do tempo comum

Sexto domingo do tempo comum

A oração é um caminho frágil, necessitado de silêncio, perseverança e gratidão. Não deixes de pedir ao Senhor um coração de carne, capaz de escutar a Palavra e de se deixar moldar por ela. Assim, a tua vida será um constante caminho de escuta, de entrega e de comunhão com o mistério de Deus.
Assim, poderá ressoar em ti a pergunta que uma poetisa judia  deixou num dos seus poemas: “Se os Profetas se erguessem na noite da Humanidade como amantes que buscam o coração do amado, terias tu um coração para perdoar?”

Sexta-feira, memória litúrgica de Santa Escolástica

Sexta-feira, memória litúrgica de Santa Escolástica

Hoje, a Igreja celebra a memória de Santa Escolástica, irmã de São Bento, que viveram no século sexto. Juntos, marcaram a história da Igreja e da Europa, graças à enorme riqueza espiritual e cultural das comunidades monásticas que fundaram.
Celebrar a memória dos santos é celebrar uma tradição de fidelidade à vontade de Deus no meio das tribulações e acontecimentos dos séculos. Agradece esta história que chega hoje até ti, sente-te membro dela, continua a escrevê-la. E começa assim a tua oração.

Quinta-feira da quinta semana do tempo comum

Quinta-feira da quinta semana do tempo comum

Jesus comparou o Reino de Deus ao fermento que uma mulher mistura com três medidas de farinha até que tudo fique fermentado. Também a tua oração poderá ser pequena, breve,  simples e frágil como o fermento; mas não duvides do seu poder de transformar.
Não hesites em misturar a oração com a tua vida, em tudo o que ela é, com os ritmos que tem. Essa é a farinha de que dispões. Junta-lhe, hoje, este pequeno fermento da tua oração, e deixa-a fermentar.

Quarta-feira da quinta semana do tempo comum

Quarta-feira da quinta semana do tempo comum

A oração, num primeiro momento, é formada pelas palavras que circulam na mente e no coração. Trata-se das preocupações e desejos, das memórias recentes.
Permite que essas palavras venham à tua presença. São os sinais que te alertam sobre o modo como vives, como atuas, como pensas. E aí poderás encontrar as coordenadas do teu existir, e de como, silenciosamente, Deus está presente.
Começa assim a tua oração. 

Terça-feira, festa litúrgica das Cinco Chagas do Senhor

Terça-feira, festa litúrgica das Cinco Chagas do Senhor

Celebra-se hoje a festa litúrgica das Cinco Chagas do Senhor, isto é, as feridas que Cristo recebeu na cruz e manifestou aos Apóstolos depois da ressurreição. 
Hoje rezas em comunhão com a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, que te lembra tantas pessoas que vivem com as Chagas de Cristo na sua própria carne, perseguidas por causa da sua fé no Senhor Jesus.
Traz para a tua oração os nossos irmãos e irmãs odiados e perseguidos na sua terra, refugiados em países estranhos, em situação de guerra ou impedidos de praticar livremente a sua fé. Agradece ao Senhor a sua coragem e fidelidade. E começa assim a tua oração. 

Segunda-feira, memória litúrgica dos Santos Paulo Miki e Companheiros, mártires

Segunda-feira, memória litúrgica dos Santos Paulo Miki e Companheiros, mártires

A oração é o movimento de alguém que se descobre indigente, ferido, peregrino. É expressão da fragilidade, da busca, do desejo de um encontro. É a linguagem do amor.
Na tua oração, procura tocar o Mistério na orla do seu manto, nem que seja apenas com a ponta dos dedos. Se unicamente encontrares o silêncio, não desanimes: será o melhor sinal de que o Senhor te rodeia e te envolve.

Quinto domingo do tempo comum

Quinto domingo do tempo comum

A oração é talvez a dimensão mais vital da vida do cristão.
É a necessidade de criar espaços e ritmos, de recolher as palavras e os sinais, de encontrar os irmãos num mesmo louvor.
Talvez a vocação do cristão, a sua peculiaridade, o seu contributo esteja nesta abertura, neste respiro de Graça no seio de uma sociedade marcada por rotinas mecânicas e desumanas. O domingo é o símbolo por excelência desta Graça.
Começa assim a tua oração.  E hoje, se puderes, dedica-lhe um tempo maior, com o silêncio ou com as palavras que o teu coração pedir.

Sexta-feira da quarta semana do tempo comum

Sexta-feira da quarta semana do tempo comum

Isaac de Nínive, monge sírio do século sétimo, deixou-nos esta bela imagem sobre a misericórdia de Deus:
«Como um punhado de areia no imenso mar,  assim são as culpas da humanidade face à providência e misericórdia de Deus. Da mesma forma que uma sobreabundante nascente não pode ser tapada por um punhado de pó, também a compaixão do Criador não pode ser vencida pelo pecado da criatura».
Neste momento, imagina o imenso mar, ou uma sobreabundante nascente de água. Saboreia deste modo o perdão e a graça de Deus. E começa assim a tua oração.

Quinta-feira, festa litúrgica da Apresentação do Senhor

Quinta-feira, festa litúrgica da Apresentação do Senhor

Hoje, a Igreja celebra a festa da Apresentação do Senhor no templo.
Um pouco por todo o mundo, os cristãos reúnem-se em comunidade, caminhando com o símbolo da luz entre as mãos.
Levamos nas nossas mãos o brilho da luz, um dom frágil, pequeno e simbólico, que facilmente se apaga com o vento ou se esconde nos brilhos da cidade.
Assim é a tua oração: uma pequena luz nas tuas mãos, a precisar de alento e alimento.
Mas como uma vela pode iluminar o teu caminho se a transportares contigo, assim a oração poderá iluminar a tua vida se dela não te separares.