Domingo de Páscoa da ressurreição do Senhor

Hoje a Igreja celebra o Domingo de Páscoa da ressurreição do Senhor.

Cristo ressuscitou! Ele está vivo! 
Hoje é o grande Dia da passagem, o grande dia em que a morte é definitivamente vencida. Hoje o amor venceu a morte! 
Hoje o Senhor convida-te a uma vida nova, uma vida que brota da Sua presença no teu coração e faz de ti, a cada dia, uma pessoa nova, nascida do Alto. 
Abre o teu coração ao Senhor. Confia no Seu amor! Não deixes que esta Páscoa te passe ao lado. Abre-te à alegria da ressurreição. Deixa-te invadir pelo desejo de viveres a vida nova no teu dia-a-dia. 
Assim, acompanhado pelo Papa Francisco que te ajuda a meditar a ressurreição do Senhor, vale a pena começares a tua oração.

 

 

A Ressurreição é a alegria cheia de admiração. Vem de dentro, de um coração imerso na fonte desta alegria. Maria Madalena chorou pela perda do seu Senhor e não acreditava nos seus olhos, quando O viu ressuscitado. Vais ouvir o anúncio da Ressurreição no Evangelho de S. João. Quem faz esta experiência, torna-se testemunha da Ressurreição, é capaz de levar um «raio» da luz do Ressuscitado às diversas situações da vida humana. 

Texto bíblico

No primeiro dia da semana,
Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro
e viu a pedra retirada do sepulcro.
Correu então e foi ter com Simão Pedro
e com o discípulo predilecto de Jesus
e disse-lhes:
«Levaram o Senhor do sepulcro
e não sabemos onde O puseram».
Pedro partiu com o outro discípulo
e foram ambos ao sepulcro.
Corriam os dois juntos,
mas o outro discípulo antecipou-se,
correndo mais depressa do que Pedro,
e chegou primeiro ao sepulcro.
Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou.
Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira.
Entrou no sepulcro
e viu as ligaduras no chão
e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus,
não com as ligaduras, mas enrolado à parte.
Entrou também o outro discípulo
que chegara primeiro ao sepulcro:
viu e acreditou.
Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura,
segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.

Anunciamos a ressurreição de Cristo quando a sua luz ilumina os momentos obscuros da nossa existência e podemos partilhá-la com os outros; quando sabemos sorrir com quem sorri e chorar com quem chora; quando caminhamos ao lado de quem está triste e corre o risco de perder a esperança; quando narramos a nossa experiência de fé a quem está em busca de sentido e de felicidade. 

Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. 
Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão
e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, 
não com as ligaduras, 
mas enrolado à parte. 
Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: 
viu e acreditou. 
Na verdade, 
ainda não tinham entendido a Escritura, 
segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos. 

Cristo venceu o mal de modo pleno e definitivo. Mas compete a nós, aos homens de todos os tempos, acolher esta vitória na nossa vida e nas realidades concretas da história e da sociedade. Tudo passa através do coração humano. Se me deixar alcançar pela graça de Cristo ressuscitado, permitindo que transforme o que não é bom e me pode fazer mal, a mim e ao próximo, permitirei que a vitória de Cristo se consolide na minha vida. 

Maria Madalena estava a chorar junto do sepulcro. 
Enquanto chorava, 
debruçou-se para dentro do sepulcro
e viu dois Anjos vestidos de branco, 
sentados, um à cabeceira e outro aos pés, 
onde estivera deitado o corpo de Jesus. 
Os Anjos perguntaram a Maria: 
«Mulher, porque choras?» 
Ela respondeu-lhes: 
«Porque levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram». 
Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus de pé, 
sem saber que era Ele. 
Disse-lhe Jesus: 
«Mulher, porque choras? A quem procuras?» 
Pensando que era o jardineiro, ela respondeu-Lhe: 
«Senhor, se foste tu que O levaste, 
diz-me onde O puseste, para eu O ir buscar». 
Disse-lhe Jesus: 
«Maria!» 
Ela voltou-se e respondeu em hebraico: 
«Rabuni!», que quer dizer: «Mestre!» 
Jesus disse-lhe: 
«Não Me detenhas, porque ainda não subi para o Pai. 
Vai ter com os meus irmãos
e diz-lhes que vou subir para o meu Pai e vosso Pai, 
para o meu Deus e vosso Deus». 
Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: 
«Vi o Senhor». 
E contou-lhes o que Ele lhe tinha dito. 

Maria Madalena é aquela "mulher pecadora" que "ungiu os pés de Jesus e os enxugou com seus cabelos", uma "mulher explorada e também desprezada por aqueles que se consideravam justos".
Esta mulher teve que enfrentar o fracasso de todas as suas esperanças. Jesus, o seu amor, já não existe mais. E chora. É o momento da escuridão na sua alma: o momento do fracasso.
Por vezes, na nossa vida os óculos para ver Jesus são as lágrimas. Estas preparam-nos para ver Jesus. Que o Senhor nos conceda a graça, a todos nós, de podermos dizer com a nossa vida: "Vi o Senhor", não porque me apareceu, mas porque "o vi dentro do coração". E esse é o testemunho da nossa vida: "Vivo assim porque vi o Senhor".

 

 

Colóquio final

Oremos juntos, no nome do Senhor morto e ressuscitado e, por intercessão de Maria Santíssima, para que o Mistério pascal possa agir profundamente em nós e neste nosso tempo, a fim de que o ódio deixe o lugar ao amor; a mentira à verdade; a vingança ao perdão; e a tristeza à alegria. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.