Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

Hoje a Igreja celebra o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor. 

Estás a entrar na semana Santa. 
A Igreja convida-te a acompanhar Jesus à medida que o cerco do egoísmo e da violência se vai apertando à Sua volta. 
Pode ser difícil, mas recorda-te que a morte não é o fim, não tem a última palavra. É de Deus a última palavra. 
Era preciso que o Filho do Homem passasse por todas estas coisas, mas a última palavra, aquela que permanece eternamente, é a do Amor. Recorda-te sempre disto na tua vida. Quem tem a última palavra é o amor. 
Assim, vale a pena começares a tua oração. 

 

 

No salmo que vais escutar, o salmista diz a Deus que se encontra numa situação de extremo sofrimento. No entanto, mesmo nesta situação limite, a sua confiança no seu Senhor não esmorece.
 
Salmo 21 (22), 8-9.17-18a.19-20.23-24
Todos os que me vêem escarnecem de mim, 
estendem os lábios e meneiam a cabeça: 
«Confiou no Senhor, Ele que o livre, 
Ele que o salve, se é seu amigo». 
Matilhas de cães me rodearam, 
cercou-me um bando de malfeitores. 
Trespassaram as minhas mãos e os meus pés, 
posso contar todos os meus ossos. 
Repartiram entre si as minhas vestes
e deitaram sortes sobre a minha túnica. 
Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim, 
sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me.
Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos, 
hei-de louvar-Vos no meio da assembleia. 
Vós que temeis o Senhor, louvai-O, 
glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob, 
reverenciai-O, vós todos os filhos de Israel.

 

Pontos de oração

Ao longo do salmo, o estado de espírito do salmista passa dum extremo ao outro: inicialmente ele passa por uma situação de grande dor e, no final, agradece ao Senhor que o salvou. Por isso canta: «Hei-de falar do Vosso nome aos meus irmãos... hei-de louvar-Vos no meio da assembleia».

Este salmo é muito especial. Segundo os evangelistas, este teria sido um salmo que Jesus rezou na cruz, pouco antes de morrer. Nele, já aparece prefigurado o mistério pascal. É um salmo muito completo: dois estados de espírito radicalmente opostos, de dor e de glória, e também o caminho para passar de um ao outro. Sucessivamente, o salmista descreve uma situação de grande opressão, em que se encontrou, uma prece que dirigiu ao Senhor e, finalmente, a acção de graças, correspondente à libertação operada pelo Senhor. 
Procura fazer memória da tua vida à luz deste Senhor que te vai libertando. 

Escuta novamente o salmo. 
“Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim, sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me.” 
Como lidas com as dificuldades com que te vais confrontando: Caindo no desespero? Lutando heroicamente com todas as tuas forças, mas sentindo-te cada vez mais só? Ou atravessando as dificuldades, procurando ter um coração cada vez mais unido ao Senhor? É esta confiança incondicional que desencadeia a Páscoa na tua vida. 

Pede a graça de viveres a semana santa com o teu coração unido a este Senhor que dá a vida por ti e te comunica realmente a sua própria vida nos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia.

 

Oração final

Pai nosso que estais nos céus
santificado seja o vosso nome
venha a nós o vosso Reino
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje
perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
e não nos deixeis cair em tentação
mas livrai-nos do mal.