Quarta-feira da décima primeira semana do tempo comum

Hoje é dia dezanove de junho, quarta-feira da décima primeira semana do tempo comum.

Deixa a oração acontecer em ti. Não forces nada, simplesmente toma consciência da presença de Deus e dispõe-te a escutá-Lo. Quando sentires que é importante, fala também, pois Deus está atento a cada anseio do teu coração. Pode ser que te corrija, que te mostre como precisas de converter esses anseios. Ou pode ser que te anime a continuares no caminho do seu serviço, que é serviço dos irmãos. Disponível para o que Deus quiser, dá início à tua oração.

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus. [Mt 6, 1-6.16-18]

Jesus disse aos seus discípulos: «Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus. Assim, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando rezardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de orar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto, para mostrarem aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai, que está presente no que é oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa».

As boas obras, na tradição judaica – esmola, oração e jejum – são as relações determinantes da existência humana. Temos tendência a separá-las. Mas como se pode amar a Deus, não mortificando o egoísmo e desprezando o pobre?

s exemplos mostram que “ser vistos pelos homens” é um critério falso, contratestemunho evangélico. Não basta seguir determinadas práticas. É preciso impregná-las de humildade. Como avalias a tua vida de fé? Só pelo que fazes?

Procura a intimidade, foge da aparência. Os resultados são ambíguos. Muitas vezes, o que pretendemos é brilhar, atingir o máximo. Falta-nos a justa medida da aceitação do possível. É isso que Deus quer: a fidelidade ao pouco de cada vez.

Experimentar a paz da presença do Senhor é a prova da qualidade da fé. Pede ao Senhor que nunca deixes de O procurar no dia a dia, como a água penetrando numa esponja.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.