Quarta-feira da décima terceira semana do tempo comum

Hoje é dia cinco de julho, quarta-feira da décima terceira semana do tempo comum. 

O verão é o tempo dos dias longos e das noites ao luar.
O Cosmos abre-se em toda a sua grandeza,
para quem arrisca parar e erguer os olhos.
Hoje, começa a tua oração
e prepara o teu coração
com estas palavras do poeta Daniel Faria: 
«Amo o caminho que estendes por dentro das minhas divisões.
Ignoro se um pássaro morto continua o seu voo
se se recorda dos movimentos migratórios
e das estações.
Mas não me importo de adoecer no teu colo
De dormir ao relento entre as tuas mãos». 

 

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus. [Ev Mt 8, 28-34]

Quando Jesus chegou à região dos gadarenos,
na outra margem do lago,
vieram ao seu encontro, saindo dos túmulos, dois endemoninhados.
Eram tão furiosos
que ninguém se atrevia a passar por aquele caminho.
E disseram aos gritos:
«Que tens que ver connosco, Filho de Deus?
Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?».
Ora, perto dali,
andava a pastar uma grande vara de porcos.
Os demónios suplicavam a Jesus, dizendo:
«Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos».
Jesus respondeu-lhes: «Então ide».
Eles saíram e foram para os porcos.
Então os porcos precipitaram-se pelo despenhadeiro abaixo
e afogaram-se no lago.
Os guardadores fugiram
e foram à cidade contar tudo o que acontecera,
incluindo o caso dos endemoninhados.
Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus.
Quando O viram,
pediram-Lhe que Se retirasse do seu território. 

 

Pontos de oração

O Evangelho fala de dois homens que estavam fora de si. Saíam dos túmulos e todos se afastavam deles. Põe-te no lugar deles. Recorda algum episódio da tua vida, ou de alguém que conheças, quando tudo parecia sombrio e solitário como um túmulo e as pessoas pareciam afastar-se.

Estes homens, ao encontrarem-se com Jesus, sentiram-se atormentados pela sua presença! 
Talvez já tenhas sentido Jesus como um incómodo na tua vida… Quando? Porquê? O que fizeste? 

Presta atenção a Jesus. Ele não ameaça, não Se impõe. Apenas responde ao desejo mais profundo daqueles homens, que é de se libertarem e viverem em paz. Repara que por vezes é preciso algum gesto mais forte, como aconteceu com a vara de porcos. 

 

Colóquio final

No fim da tua oração, fala a Jesus daquilo de que te desejas libertar. Fala-Lhe de algum aspeto da tua vida que precise de paz. Com confiança, dispõe-te ao que for necessário para alcançares o que procuras, com a ajuda do Senhor. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.