DOMINGO XXVIII DO TEMPO COMUM

Hoje a Igreja celebra o vigésimo oitavo Domingo do Tempo Comum.

Celebrando mais um domingo,
agradece ao Senhor porque vives no tempo da ressurreição.
Este é um tempo único,
sem semelhança com nenhum outro:
antes, a morte dominava a imaginação como fim de tudo,
levando a um lugar sem saída;
agora, a vida tem a última palavra,
mesmo se continua a ser necessário passar pela morte
para escutar a palavra divina que proclama a vida para sempre.
Dá graças ao Senhor por este domingo... e oferece-o pelos participantes
no Sínodo dos Bispos sobre os jovens, que hoje entre na terceira semana de trabalhos.
Começa assim a tua oração.

O salmo testemunha uma sabedoria, fruto de uma experiência de vida: quando vives
longe de Deus, há um vazio e um desencanto que se instalam dentro de ti.

[Salmo 89 (90)]
Ensinai-nos a contar os nossos dias,
para chegarmos à sabedoria do coração.
Voltai, Senhor! Até quando?
Tende piedade dos vossos servos.

Saciai-nos, desde a manhã, com a vossa bondade,
para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.
Compensai em alegria os dias de aflição,
os anos em que sentimos a desgraça.

Manifestai a vossa obra aos vossos servos
e aos seus filhos a vossa majestade.
Desça sobre nós a graça do Senhor.
Confirmai em nosso favor a obra das nossas mãos.

A vida sem o Senhor sabe-te a pouco. Só Ele te sacia – foste criado para Ele.
“Voltai, Senhor! Até quando?”
“Saciai-nos, desde a manhã, com a vossa bondade”
“Desça sobre nós a graça do Senhor.”

Há um clamor que ressoa no salmo: o eco do clamor do povo judeu, reduzido à
escravidão no Egipto. Há um clamor que desencadeia um processo de libertação. Mas
não se trata apenas de uma questão de estar longe da pátria e do atropelo à dignidade da
pessoa humana. No salmo encontras um grito da mais profunda solidão, quase um grito
lancinante de saudade: a consciência de que só o Senhor te preenche – que foste criado
para Deus, para viveres na presença d'Ele, em comunhão com Ele.

Há uma dinâmica pascal inscrita no salmo. Desejas ardentemente a manifestação de
Deus. É como se te sentisses imerso na noite – como se Deus tivesse desaparecido da
tua vida. Mas também já tiveste a graça de sentir a proximidade de Deus. Ou então há em
ti este desejo ardente. A intermitência entre, por um lado, profunda noite e, por outro,
manifestação do Senhor, vai-te conduzindo sempre mais para dentro desta comunhão.

Pede a graça de uma maior fidelidade ao Senhor, quer na Eucaristia dominical quer na
tua oração diária.

Pai nosso que estais nos céus
santificado seja o vosso nome
venha a nós o vosso Reino
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje
perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
e não nos deixeis cair em tentação
mas livrai-nos do mal.