Segunda-feira da décima segunda semana do Tempo Comum

Hoje é dia vinte e cinco de junho, segunda-feira da décima segunda semana do Tempo Comum.

«A palavra de Deus é viva e eficaz:
conhece os pensamentos e intenções do coração»,
diz-nos a Carta aos Hebreus.
É no coração, na nossa identidade mais profunda,
que a oração deve encontrar a sua casa, o seu espaço,
o seu ritmo.
Não permitas que a tua oração permaneça exterior a ti,
nos teus lábios, nos teus propósitos, nas tuas ideias;
mas entrega ao Senhor, à sua Palavra viva e libertadora,
todos os movimentos, sentidos e promessas
da tua vida.

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus. [Ev Mt 7, 1-5]

Disse Jesus aos seus discípulos:
«Não julgueis e não sereis julgados.
Segundo o julgamento que fizerdes sereis julgados,
segundo a medida com que medirdes vos será medido.
Porque olhas o argueiro que o teu irmão tem na vista
e não reparas na trave que está na tua?
Como poderás dizer a teu irmão:
‘Deixa-me tirar o argueiro que tens na vista’,
enquanto a trave está na tua?
Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista
e então verás bem
para tirar o argueiro da vista do teu irmão». 

Ao julgares determinada pessoa ou situação ficas refém da tua opinião, da tua visão valorativa sobre determinado aspeto e das restrições que ela te impõe, por ser naturalmente parcial. Assim, a presença de Deus que habita essa mesma realidade, seja ela qual for, fica como que vedada à tua perceção pelos filtros que lhe aplicas. 
O que andarás a perder à custa dos julgamentos que fazes? 

Escolhe olhar para a realidade exatamente como ela é, libertando-te de todas as opiniões que teimam em formar-se, quase instantaneamente, dentro de ti. Ser livre é um caminho longo, que começa precisamente por conceder aos outros a mesma liberdade que desejas para ti. 

Ao escutares de novo esta passagem do Evangelho de Mateus, deixa que o teu coração se aperceba, mais profundamente, do quão nociva é a atitude de julgar.   

Termina a tua oração pedindo ao Senhor que te dê a graça de viveres julgando menos, quer aqueles que te rodeiam, quer a própria vida que te é dada. É apenas acolhendo e aceitando que a transformação e a conversão se tornam possibilidades reais, incarnadas. Leva contigo este desejo. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.