Terça-feira da décima quarta semana do Tempo Comum

Hoje é dia dez de julho, terça-feira da décima quarta semana do Tempo Comum.

Não possuímos em nós mesmos
todas as respostas.
E a oração, como o caminho espiritual,
não se resume a buscar soluções ou confortos
para as perguntas e dificuldades da nossa vida.
Permite que a oração seja, para ti, uma escola,
que te poderá ensinar as artes da paciência e da confiança,
de caminhar, talvez durante longos períodos,
sem respostas.

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus. [Ev Mt 9, 32-38]

Apresentaram a Jesus um mudo possesso do demónio.
Logo que o demónio foi expulso, o mudo falou.
A multidão ficou admirada e dizia:
«Nunca se viu coisa semelhante em Israel».
Mas os fariseus diziam:
«É pelo príncipe dos demónios que Ele expulsa os demónios».
Jesus percorria todas as cidades e aldeias,
ensinando nas sinagogas,
pregando o Evangelho do reino
e curando todas as doenças e enfermidades.
Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão,
porque andavam fatigadas e abatidas,
como ovelhas sem pastor.
Jesus disse então aos seus discípulos:
«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Pedi ao Senhor da seara
que mande trabalhadores para a sua seara». 

Jesus percorria cidades e aldeias. Ele estava integrado no seu povo e participava na sua vida como qualquer homem do seu tempo. Quando ensinava e curava, anunciava o evangelho do Reino. Como é que, no teu dia a dia e naquilo que fazes, anuncias ou podes anunciar a boa notícia do Reino? 

Ao ver as multidões, Jesus enchia-Se de compaixão. Este é um traço essencial do seu modo de estar no meio das pessoas. Jesus sintonizava com as pessoas e, naquilo que fazia, a sua atitude de fundo era procurar fazer algo por quem precisa. Qual é a tua atitude de fundo? 

A vida de Jesus limitou-se a uns poucos anos e numa pequena região do globo. Jesus não ensinou nem curou todas as pessoas do seu tempo, porque a seara é grande e os trabalhadores são poucos. 
Na tua oração lembra-te das necessidades de todos os que vivem no presente, neste mesmo mundo em que tu vives. 

No fim da tua oração, pede ao Senhor que envie mais trabalhadores para a sua messe. Não se trata apenas de vocações de consagração especial: trata-se sobretudo de pessoas que se preocupem com os outros, pessoas que vivam e trabalhem movidas pela compaixão. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.