Terça-feira da décima quinta semana do Tempo Comum

Hoje é dia dezassete de julho, terça-feira da décima quinta semana do Tempo Comum.

Hoje, começa a tua oração
escutando o seguinte conselho sobre a leitura das Escrituras
proposto por São Vicente de Paulo, no século XVII:
«Não desanimemos se, 
depois de escutarmos a mesma passagem várias vezes, 
não nos sentimos tocados por ela. 
Vai acontecer-nos que um dia veremos uma pequena luz, 
depois outra maior, 
e outra maior ainda quando tivermos necessidade dela. 
Uma só palavra é capaz de nos converter; 
basta uma».

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus. [Ev Mt 11, 20-24]

Começou Jesus a censurar duramente as cidades
em que se tinha realizado a maior parte dos seus milagres,
por não se terem arrependido:
«Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!
Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado
os milagres que em vós se realizaram,
há muito teriam feito penitência,
vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza.
Mas Eu vos digo que no dia do Juízo
haverá mais tolerância para Tiro e Sidónia do que para vós.
E tu, Cafarnaum, serás exaltada até ao céu?
Até ao inferno é que descerás.
Porque se em Sodoma se tivessem realizado os milagres que em ti se realizaram,
ela teria permanecido até hoje.
Mas Eu vos digo que no dia do Juízo
haverá mais tolerância para a terra de Sodoma do que para ti». 

Quem vive de um modo consumista fica contente, aplaude e até procura coisas extraordinárias, como os milagres de Jesus. Mas a sua vida não muda, porque não se deixa tocar por dentro. 
Que emoções fortes já experimentaste? Achas que deixaram alguma marca na maneira como vives hoje? 

No Evangelho de hoje percebemos que os milagres de Jesus não podem ser vistos apenas como ações inexplicáveis. Jesus censura as cidades por não se terem arrependido, ou seja, por não terem aproveitado a oportunidade para repensar a sua vida e a sua relação com Deus. 
Será que as palavras de Jesus podem ser-te dirigidas? 

Quando Jesus censura, não é porque alguém Lhe desagrada, mas porque Se preocupa. Com certeza já te censuraram ou repreenderam, e só mais tarde compreendeste que era para o teu bem. 
Ouve outra vez o texto, agora do ponto de vista de Jesus, que faz uma advertência para o nosso bem. 

No final da tua oração, agradece as repreensões que te foram feitas para teu bem. Se aproveitaste a oportunidade para mudar, agradece por isso. Ou então, se ignoraste esses avisos, pede perdão a Deus. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.