Terça-feira da vigésima nona semana do Tempo Comum

Hoje é dia vinte e três de outubro, terça-feira da vigésima nona semana do Tempo
Comum.

Olha aquilo que te rodeia.
Procura distinguir o que te ajuda na tua vida de fé
e aquilo que te prejudica,
porque te impede de ir mais longe no teu compromisso com o Senhor.
Não procures enumerar muitas coisas.
Dá atenção a uma,
aquela que hoje for mais evidente, mais poderosa, no sentido positivo ou negativo.
Pede ao Senhor que te ensine como agir diante dessa realidade...
e começa assim a tua oração.

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Lucas. [Ev Lc 12, 35-38]

Disse Jesus aos seus discípulos:
«Tende os rins cingidos e as lâmpadas acesas.
Sede como homens
que esperam o seu senhor voltar do casamento,
para lhe abrirem logo a porta, quando chegar e bater.
Felizes esses servos, que o senhor, ao chegar,
encontrar vigilantes.
Em verdade vos digo:
cingir-se-á e mandará que se sentem à mesa
e, passando diante deles, os servirá.
Se vier à meia-noite ou de madrugada
felizes serão se assim os encontrar».

Junto do criador, a criatura não pode reivindicar o que quer que seja – tudo é graça! O ato
da criação é puramente gratuito – é um ato de puro amor. Procura, por isso, estar pronto
para acolher o Senhor assim que Ele chegue. Faz tudo o que estiver ao teu alcance.
Sentes-te disponível para acolher o Senhor quando Ele chegar ou encontras resistências
no teu coração?

Reconhece que deves tudo ao Senhor – e, contudo, Ele vem a ti, ao teu encontro. Como
se necessitasse de ti! Mais ainda: inesperadamente, invertem-se os papéis: o Senhor
coloca-Se ao serviço do servo – em vez de seres tu a servi-Lo, é o Senhor quem te serve!
Abre-te ao desconcerto, à maravilha de Deus na tua vida!

Escuta pela segunda vez o Evangelho. De facto, o Senhor não veio do casamento, mas
veio para o casamento. Uma parábola tão pequenina constitui um dos maiores poemas de
amor de todos os tempos, mostrando a predileção de Deus pela humanidade.

Pede ao Senhor a graça de viveres a Comunhão, na Missa Dominical, como o que tens
de mais precioso na vida.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.