Quarta-feira da décima terceira semana do Tempo Comum

Hoje é dia quatro de julho, quarta-feira, memória litúrgica de Santa Isabel de Portugal.

O pintor espanhol Francisco Goya imortalizou, num dos seus quadros,
a figura da Rainha Santa Isabel a curar as feridas
de uma mulher enferma.
Também a tradição popular elevou o seu canto e a sua devoção
a uma rainha que, na transição dos séculos XIII e XIV,
dedicou a sua vida à mediação da paz, ao despojamento de si,
ao serviço aos mais pobres.
Hoje, começa a tua oração com este testemunho
que o Espírito do Senhor suscitou na história do nosso povo.  

Escuta esta passagem do Livro do Profeta Amós. [L1 Am 5, 14-15.21-24]

Procurai o bem e não o mal,
para que vivais.
Assim, o Senhor, Deus do Universo, estará convosco,
como vós dizeis.
Detestai o mal e amai o bem,
restabelecei a justiça no tribunal.
Talvez o Senhor, Deus do Universo,
tenha compaixão dos sobreviventes de José.
Eu detesto e desprezo as vossa festas,
desgostam-Me as vossas reuniões sagradas.
Se Me ofereceis holocaustos e oblações,
Eu não quero aceitá-los;
e para os vossos sacrifícios de animais gordos,
nem sequer Me digno olhar.
Afastai de Mim o barulho dos vossos cânticos,
que Eu não quero ouvir o som das vossas harpas.
Mas fazei que o direito corra como as águas e a justiça como rio inesgotável. 

«Procurai o bem e não o mal, para que vivais», diz-te o profeta Amós. A simplicidade desta afirmação contrasta com a dificuldade de pô-la em prática em todos os momentos da tua vida. 
Conversa com o Senhor sobre a forma como procuras não só encontrar o bem, como fazê-lo. Escuta o que te diz.  

Até que ponto és sensível às estruturas de justiça e de injustiça que te rodeiam? Procuras fazer algo, ativamente, para contrariar as lógicas egoístas que esquecem o bem comum? Escondes-te atrás da tua aparente incapacidade de mudar o mundo? 

Ao escutares de novo as palavras que o profeta proclama em nome do Senhor, toma consciência de como elas te falam sempre da retidão do coração, e perscruta o teu. O que te motiva? 

Termina a tua oração pedindo ao Senhor um olhar que procura sempre o bem e não se deixa consumir pelo mal e pelo negativismo. É uma mudança transformadora, que passa pelo exercício de deslocares o foco da tua atenção. Se o pedes como graça, não deixes de o exercitar na tua liberdade, pois é na junção da tua intencionalidade com a de Deus que encontrarás mais frutos e frutos duradouros. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.