Quarta-feira da vigésima terceira semana do Tempo Comum

Hoje é dia doze de setembro, quarta-feira da vigésima terceira semana do Tempo Comum.

Estás prestes a iniciar o teu momento de oração.
É o momento único e privilegiado
para o encontro com o mistério divino
que nos habita e no qual habitamos.
Reconhece-te na presença familiar
do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
e começa assim a tua oração.

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Lucas. [Ev Lc 6, 20-26]

Jesus, erguendo os olhos para os discípulos, disse:
«Bem-aventurados vós, os pobres,
porque é vosso o reino de Deus.
Bem-aventurados vós, que agora tendes fome,
porque sereis saciados.
Bem-aventurados vós, que agora chorais,
porque haveis de rir.
Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem,
quando vos rejeitarem e insultarem
e proscreverem o vosso nome como infame,
por causa do Filho do homem.
Alegrai-vos e exultai nesse dia,
porque é grande no Céu a vossa recompensa.
Era assim que os seus antepassados tratavam os profetas.
Mas ai de vós, os ricos,
porque já recebestes a vossa consolação!
Ai de vós, que agora estais saciados,
porque haveis de ter fome!
Ai de vós, que rides agora,
porque haveis de entristecer-vos e chorar!
Ai de vós, quando todos os homens vos elogiarem!
Era assim que os seus antepassados
tratavam os falsos profetas». 

O Evangelho lembra-te como são enganadores os teus sonhos de riqueza e reconhecimento, de ter uma vida regalada e divertida. A felicidade só aparece quando escolhes o caminho estreito do esquecimento próprio e da entrega total a Deus e aos outros. 

Talvez te perguntes: «Como vou ser capaz de querer ser pobre, ter fome, chorar, ser perseguido?». Começa apenas por preocupar-te com o estar perto do Senhor, com tempos concretos diários dedicados só a Ele. Será depois o Senhor a transformar o teu coração. 

É bom pensar na recompensa de Deus. Não é falta de generosidade. Precisamos disso. Não é por acaso que o Senhor faz referência a essa recompensa nesta passagem do Evangelho. É para que não duvides quanto ao caminho certo. E para que não duvides que vale totalmente a pena. 

Fazeres-te pobre não é assim tão utópico. Começa por não ter coisas supérfluas (podes dá-las a quem precisa), por não ter as coisas como tuas (pois és apenas um administrador), por não te queixares se alguma vez te falta o necessário (porque há muitos irmãos teus a quem falta muito mais).
Termina este tempo de oração pedindo ao Senhor que te mostre por onde deves começar.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.