Quarta-feira da vigésima nona semana do Tempo Comum

Hoje é dia vinte e quatro de outubro, quarta-feira da vigésima nona semana do Tempo
Comum.

A oração é própria dos pobres,
daqueles que não colocam em si a sua confiança.
Implica uma atitude de abandono,
de quem se deixa despojar das próprias certezas,
e se entrega nas mãos de Deus.
Hoje, procura dar lugar a este despojamento.
Deixa que Deus seja o Senhor destes minutos e dos teus dias...
e começa assim a tua oração.

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Lucas. [Ev Lc 12, 42-48]

Disse Jesus aos seus discípulos:
«Compreendei isto:
se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão,
não o deixaria arrombar a sua casa.
Estai vós também preparados,
porque na hora em que não pensais virá o Filho do homem».
Disse Pedro a Jesus:
«Senhor, é para nós que dizes esta parábola,
ou também para todos os outros?».
O Senhor respondeu:
«Quem é o administrador fiel e prudente
que o senhor estabelecerá à frente da sua casa,
para dar devidamente a cada um a sua ração de trigo?
Feliz o servo a quem o senhor, ao chegar,
encontrar assim ocupado.
Em verdade vos digo que o porá à frente de todos os seus bens.
Mas se aquele servo disser consigo mesmo:
‘O meu senhor tarda em vir’;
e começar a bater em servos e servas,
a comer, a beber e a embriagar-se,
o senhor daquele servo chegará no dia em que menos espera
e a horas que ele não sabe;
ele o expulsará e fará que tenha a sorte dos infiéis.
O servo que, conhecendo a vontade do seu senhor,
não se preparou ou não cumpriu a sua vontade,
levará muitas vergastadas.
Aquele, porém, que, sem a conhecer,
tenha feito ações que mereçam vergastadas, levará apenas algumas.
A quem muito foi dado, muito será exigido;
a quem muito foi confiado, mais se lhe pedirá».

Tem presente que no mundo nunca és Senhor; és administrador. Por isso, não te dês ares
de senhor!
Como administrador são-te confiadas pessoas muito concretas, das quais tens que cuidar.
Não lhes faltes em nada. Se assim procederes, serás cada vez mais pessoa de confiança
do próprio Deus.

Não absolutizes os bens, como se constituíssem fim em si mesmos. Os bens destinam-se
a ser colocados ao serviço das pessoas. Mas, sobretudo, mais que preocupares-te com a
gestão dos bens, coloca a prioridade nas pessoas.
Que bens são esses que o Senhor coloca à tua disposição? E as pessoas concretas que
o Senhor te pede para servires?

Escuta pela segunda vez o Evangelho. Aprende o valor do serviço, pois para o Senhor
apenas conta o modo como serves os outros.

Pede a graça da fidelidade – de te abrires sempre mais ao amor de Deus e de te
colocares ao serviço do Senhor, servindo devidamente quem Ele te confia.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.