Sexta-feira da vigésima quinta semana do Tempo Comum

Hoje é dia vinte e oito de setembro, sexta-feira da vigésima quinta semana do Tempo Comum.

Começa a tua oração dando tempo ao silêncio e à escuta. 
Não te apresses a procurar as palavras mais certas
ou as ideias mais felizes. 
Talvez seja melhor deixares lugar para Deus agir, 
por meio do seu Espírito Santo.
Procura apenas tomar consciência da presença de Deus
em ti e à tua volta. 
Podes usar as palavras do Salmo 104, 
repetindo-as tranquilamente: 
“Bendiz, ó minha alma, o Senhor. Senhor, meu Deus, como sois grande!”

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Lucas. [Ev Lc 9, 18-22] 

Um dia, Jesus orava sozinho,
estando com Ele apenas os discípulos.
Então perguntou-lhes:
«Quem dizem as multidões que Eu sou?».
Eles responderam:
«Uns, João Baptista; outros, que és Elias;
e outros, que és um dos antigos profetas que ressuscitou».
Disse-lhes Jesus:
«E vós, quem dizeis que Eu sou?».
Pedro tomou a palavra e respondeu:
«És o Messias de Deus».
Ele, porém, proibiu-lhes severamente
de o dizerem fosse a quem fosse
e acrescentou:
«O Filho do homem tem de sofrer muito,
ser rejeitado pelos anciãos,
pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; 
tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia». 

Se ouviste bem esta passagem do Evangelho, percebes que esta pergunta de Jesus também se dirige a ti. Para ti, quem é Jesus, que lugar tem Ele na tua vida, como afirmas a tua fé no meio de tanta opinião e conflito que vai pelo mundo?

Pedro foi um exemplo. Não falou dos outros, nem do passado, nem do que se diz por aí. Corajosamente proclamou: Tu és o enviado, o rosto que mostra quem é Deus para nós e quem somos nós para Ele. 
Agora medita: há situações em que terias medo ou vergonha de assumir que és cristão? Porquê? 

Todos compreendemos que, por vezes, é difícil ser cristão. Aliás, Jesus bem o sabia. Por isso também disse aos amigos: não faleis do “Messias” se as pessoas pensarem que se trata de um rei de poder terreno. Seria um engano. 
Tens coragem de dizer que segues um perseguido que foi morto por inveja, mas ressuscitou? 

Conclui a tua oração pedindo a graça de conhecer cada vez melhor e mais internamente a pessoa de Cristo, para experimentar o seu amor e O anunciar, com clareza e com alegria. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.