Quinta-feira da trigésima quarta semana do Tempo Comum

Hoje é dia vinte e nove de novembro, quinta-feira da trigésima quarta semana do tempo comum.

Cada dia traz consigo coisas novas,
e também rotinas e repetições infindáveis.
A oração pode parecer-te uma destas repetições sem sentido,
uma rotina que nada acrescenta ao teu dia...
ou pode ser uma fonte de novidade permanente
que enche de luz o teu quotidiano.
Confia a tua oração à eterna novidade de Deus.
Ele não deixará de te surpreender,
mesmo nas coisas mais pequenas e humildes.
Disponível para as surpresas de Deus, começa a tua oração...

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Lucas. [Ev Lc 21, 20-28]

Disse Jesus aos seus discípulos:
«Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos,
sabei que está próxima a sua devastação.
Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes,
os que estiverem dentro da cidade saiam para fora
e os que estiverem nos campos não entrem na cidade.
Porque serão dias de castigo,
nos quais deverá cumprir-se tudo o que está escrito.
Ai daquelas que estiverem para ser mães
e das que andarem a amamentar nesses dias,
porque haverá grande angústia na terra
e indignação contra este povo.
Cairão ao fio da espada,
irão cativos para todas as nações,
e Jerusalém será calcada pelos pagãos,
até que aos pagãos chegue a sua hora.
Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas
e, na terra, angústia entre as nações,
aterradas com o rugido e a agitação do mar.
Os homens morrerão de pavor,
na expectativa do que vai suceder ao universo,
pois as forças celestes serão abaladas.
Então hão de ver o Filho do homem vir numa nuvem,
com grande poder e glória.
Quando estas coisas começarem a acontecer,
erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima».

Perante o caos de eventos catastróficos, de guerras, de instabilidade política, o evangelista Lucas convida-te a levantar a cabeça. O fim do mundo não é uma tragédia, mas pleno cumprimento do projeto amoroso de Deus. O mundo não se precipita no caos, mas nos braços de um Pai que acolhe e salva.

Nada, absolutamente nada, pode perturbar a paz que vem de Cristo. No meio de todo o tipo de destruição, o cuidado e a proteção de Deus estão próximos. Tens fé suficiente para reconhecer o Emanuel, Deus connosco, nos momentos de sofrimento?

Ao escutares de novo esta passagem do Evangelho nota como o versículo conclusivo insiste na libertação. É aí que deve repousar o teu coração. No meio de tanta destruição, a vida nova e a alegria podem estar mesmo ao virar da esquina.

Fala com o Senhor da história e pede a graça da sabedoria do Espírito Santo, para que, na instabilidade deste mundo, possas intuir o desígnio profundo do projeto de Deus.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.