Segunda-feira da décima quinta semana do Tempo Comum

Hoje é dia dezasseis de julho, segunda-feira, memória litúrgica de Nossa Senhora do Carmo.

Estás prestes a iniciar o teu momento de oração.
Nos movimentos que geram e confundem os nossos dias,
a oração é um regresso à nossa identidade mais vital,
à vocação a que somos chamados.
Que os teus olhos não deixem de buscar
o horizonte que se abre por entre os prédios da cidade
e as mãos que se entregam ao próximo.

Escuta esta passagem do Livro do Profeta Isaías. [Ev Is 1, 10-17]

Escutai a palavra do Senhor, chefes de Sodoma;
dai ouvidos ao ensinamento do nosso Deus, povo de Gomorra:
«De que Me servem os vossos inúmeros sacrifícios? – diz o Senhor.
Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de vitelos;
detesto o sangue de touros, cordeiros e cabritos.
Quando vindes à minha presença,
quem vos convidou a pisar os meus átrios?
Deixai de Me trazer ofertas inúteis:
o fumo do incenso Me repugna,
não suporto as luas novas, os sábados, as assembleias,
a impiedade das vossas festas.
Abomino do íntimo da alma as vossas luas novas e as vossas solenidades,
que se tornaram um peso para Mim e não as suporto mais.
Quando levantais as mãos,
desvio de vós o meu olhar.
Ainda que multipliqueis as vossas preces,
não lhes darei atenção,
porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
Lavai-vos, purificai-vos,
afastai dos meus olhos a malícia das vossas ações,
deixai de praticar o mal e aprendei a fazer o bem.
Respeitai o direito, protegei o oprimido,
fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva». 

A missão dos profetas passa muitas vezes por chamar à atenção para o que não está correto. Esta passagem do profeta Isaías é desconcertante, parece que nada do que o povo faz para agradar a Deus está bem. A mensagem é que não basta agradar a Deus apenas nalgumas coias. 
Como vês a tua vida, no seu conjunto? Será que agrada a Deus? 
[Música: 45 segundos a 1 minuto – no final, baixa o nível da música e entra a voz]

[Leitor 1 – ponto de oração]
Todo o texto sublinha o essencial: deixar de praticar o mal e aprender a fazer o bem. Em que é que isto se pode aplicar à tua vida? Com certeza não será a tudo, mas «deixar de praticar o mal e aprender a fazer o bem» poderá aplicar-se a algum aspeto particular ou a uma pequena coisa da tua vida. 

Isaías não critica todos os atos de culto em si, mas a sua prática como uma espécie de adulação a Deus, quando o resto da vida não tem Deus em conta. 
Ouve outra vez o texto, como uma proposta para que o culto a Deus seja coerente com as restantes dimensões da vida. 

Diante do Senhor, apresenta-Lhe o que já fazes ou o que poderás fazer para O honrar e adorar. Por exemplo, se costumas ir à Missa, com que atitude o fazes? Ou, se não costumas, como podes honrar o Senhor e mostrar o que é importante na tua vida? 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.