Segunda-feira da vigésima primeira semana do Tempo Comum

Hoje é dia vinte e sete de agosto, segunda-feira, memória litúrgica de Santa
Mónica.

Santa Mónica, que a Igreja hoje celebra, foi mãe de Santo Agostinho e é
exemplo daquelas mães que geram os filhos para a vida biológica e nunca
desistem de os gerar para a vida em Deus. São as protagonistas escondidas
do anúncio do Evangelho e da História da Igreja.
Dá graças ao Senhor por todas estas mulheres bem-aventuradas, felizes
porque viram os frutos dos seus trabalhos, das suas lágrimas e dores. E
começa assim a tua oração.

Escuta esta passagem da segunda carta de São Paulo aos Tessalonicenses. [L
1 2 Tes 1, 1-5.11b-12]

Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja dos Tessalonicenses,
que está em Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo:
A graça e a paz vos sejam dadas
da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Devemos dar contínuas graças a Deus
por vós, irmãos, como é justo,
porque a vossa fé faz grandes progressos
e o amor de uns pelos outros vai aumentando em todos vós.
Assim nós mesmos nos gloriamos de vós nas Igrejas de Deus,
por causa da vossa perseverança e da vossa fé,
no meio de todas as perseguições e tribulações que suportais.
Elas são um sinal do justo juízo de Deus,
que quer tornar-vos dignos do seu reino, pelo qual sofreis.
O nosso Deus vos considere dignos do seu chamamento
e, pelo seu poder,
se realizem todos os vossos bons propósitos
e se confirme o trabalho da vossa fé.
Assim o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo
será glorificado em vós, e vós n’Ele,
segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.

Perseverança, uma palavra difícil de pronunciar que, às vezes, soa como
preservar, como se tivéssemos um escudo protetor. Perseverar é ser fiel até ao
fim, mesmo que a tábua de salvação não esteja à vista.
Pedes ao Senhor a santa perseverança?

Donde vem a confiança que os outros depositam em ti? São Paulo dá-te a
resposta: “a vossa fé faz grandes progressos e o amor de uns pelos outros vai
aumentando em todos vós”.
Diz isto a alguém, no singular, com um olhar de amizade.

Não há unidade sem diferença. Queres anular os que discordam de ti? Estás a
destruir a família, a comunidade, o grupo. Pensa um pouco como poderás
recuperar a união perdida com alguém a quem rejeitas e, talvez, desprezes.
Reza por ele.

Quem permanece na prática da caridade não é quem derruba um muro de
pedra, mas quem transforma as fronteiras em pontes. Abre os braços, se
estiveres só, para que o espaço à tua volta se congregue em ti. Ou recolhe-te
em Deus. Abraça tudo.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.