Segunda-feira da trigésima terceira semana do Tempo Comum

Hoje é dia dezanove de novembro, segunda-feira da trigésima terceira semana do tempo comum.

Devagar,
sem a preocupação de chegares depressa,
procura o teu santuário interior,
aquela parte de ti que não revelas a ninguém.
É aí que Deus quer encontrar-Se contigo.
Procura ficar disponível para o encontro com Ele.
Não estranhes se experimentares apenas o silêncio interior.
Deixa-te ficar...
porque o Senhor apenas precisa da tua disponibilidade.
Disponível para o que Deus quiser, dá início à tua oração...

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Lucas. [Ev Lc 18, 35-43]

Quando Jesus Se aproximava de Jericó,
estava um cego a pedir esmola, sentado à beira do caminho.
Quando ele ouviu passar a multidão,
perguntou o que era aquilo.
Disseram-lhe que era Jesus Nazareno que passava.
Então ele começou a gritar:
«Jesus, filho de David, tem piedade de mim».
Os que vinham à frente repreendiam-no, para que se calasse,
mas ele gritava ainda mais:
«Filho de David, tem piedade de mim».
Jesus parou e mandou que Lho trouxessem.
Quando ele se aproximou, perguntou-lhe:
«Que queres que Eu te faça?».
Ele respondeu-Lhe:
«Senhor, que eu veja».
Disse-lhe Jesus:
«Vê. A tua fé te salvou».
No mesmo instante ele recuperou a vista
e seguiu Jesus, glorificando a Deus.
Ao ver o sucedido, todo o povo deu louvores a Deus.

Diz-nos o Papa Francisco: Como Bartimeu, quantos pobres há hoje à beira da estrada e procuram um significado para a sua condição! Quantos se interrogam acerca dos motivos por que chegaram ao fundo deste abismo e sobre o modo como sair dele! Esperam que alguém se aproxime deles, dizendo: «Coragem, levanta-te que Ele chama-te».

Com frequência, as vozes que se ouvem em relação aos pobres são de repreensão e convite a estar calados. Diz o Papa: São vozes desafinadas, muitas vezes regidas por uma fobia para com os pobres, considerados como pessoas não apenas indigentes, mas também portadoras de insegurança, instabilidade, extravio dos costumes da vida diária e, consequentemente, pessoas que devem ser repelidas e mantidas ao longe.
Será que tens esta “voz desafinada” e este olhar negativo sobre os pobres?

Ouve de novo a narração do encontro do cego de Jericó com Jesus e repara como Jesus não o afasta, mas o chama a Si e o atende.

Termina a tua oração examinando a forma como te aproximas ou te afastas dos pobres. O que te diz o Senhor sobre isso?

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.