Quarta-feira da oitava semana do Tempo Comum

Hoje é dia trinta de maio, quarta-feira da oitava semana do Tempo Comum.

«O silêncio é como se fosse água.
Daquela água pura da montanha
que se bebe directamente pelo coração».
Nestes versos do poeta Jorge Sousa Braga
reconhecemos o dom e a vitalidade
que o silêncio permite ao orante.
Acolhe esta presença, esta fonte a correr e a irrigar
este teu dia.
E começa assim a tua oração.

 

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Marcos. [Ev Mc 10, 32-45]

Jesus tomou (...) os Doze consigo e começou a dizer-lhes o que Lhe ia acontecer:
«Vede que subimos para Jerusalém
e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas.
Vão condená-Lo à morte e entregá-Lo aos gentios;
hão de escarnecê-Lo, cuspir-Lhe, açoitá-Lo e dar-Lhe a morte.
Mas ao terceiro dia ressuscitará».
Tiago e João, filhos de Zebedeu,
aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe:
«Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir».
Jesus respondeu-lhes: «Que quereis que vos faça?».
Eles responderam: «Concede-nos que, na tua glória,
nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda».
Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pedis.
Podeis beber o cálice que Eu vou beber
e receber o batismo com que Eu vou ser batizado?».
Eles responderam-Lhe: «Podemos».
Então Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu vou beber
e sereis batizados com o batismo com que Eu vou ser batizado.
Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda
não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado».
Os outros dez, ouvindo isto,
começaram a indignar-se contra Tiago e João.
Jesus chamou-os e disse-lhes:
«Sabeis que os que são considerados como chefes das nações
exercem domínio sobre elas
e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder.
Não deve ser assim entre vós:
quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo,
e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos;
porque o Filho do homem não veio para ser servido,
mas para servir e dar a vida pela redenção de todos». 

 

Vendo a preocupação e o medo dos discípulos diante das dificuldades, Jesus ajuda-os a enfrentar a realidade. Fala da morte e da ressurreição; do sofrimento e da alegria. 
Pensa nisto: como olhas para a tua realidade mais dura? Com que dose de coragem e de esperança? Com que capacidade de enfrentar as dificuldades? 

Jesus convida os discípulos a segui-Lo até ao fim. Não lhes oferece lugares de honra, a não ser dentro do seu Coração. Convida-os a comungar do seu cálice. A comungar da sua vida, feita de entrega, morte e ressurreição. 
“Podemos”, respondem eles. 
E tu? Podes e queres seguir Jesus até ao fim, no sofrimento e na alegria?

Ao ouvires de novo a leitura do Evangelho, entra na cena e escuta o diálogo entre Jesus e os seus discípulos, como se estivesses lá presente. 

 

À medida que se aproxima a hora da sua morte, a mensagem de Jesus vai ganhando mais densidade. O Senhor pronuncia as palavras-chave que quer que fiquem a ressoar nos ouvidos dos seus amigos: “servo”… “servir” … “dar a vida”. 
Pede-Lhe que te encha desta sua lógica de serviço. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.