Quarta-feira da quinta semana do Tempo Comum

Hoje é dia treze de fevereiro, quarta-feira da quinta semana do tempo comum.

É possível que tenhas chegado a este momento de oração
sem nada para dizer ao Senhor.
Ou, então, tens tanto para falar que não sabes por onde começar.
Seja como for,
hoje procura em primeiro lugar o silêncio,
o silêncio de um coração crente,
capaz de suportar as desolações quotidianas
e de se alegrar nas consolações de Deus...
E começa assim a tua oração.

Escuta esta passagem do Livro do Génesis. [L1 Gn 2, 4b-9.15-17]

Quando o Senhor Deus fez a terra e o céu,
ainda não havia na terra nenhuma planta dos campos,
nem germinara ainda nenhuma erva da planície,
porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra,
nem existia o homem para cultivar o solo.
Entretanto, um manancial de água subia da terra
e regava toda a superfície do solo.
Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra,
insuflou nele um sopro de vida
e o homem tornou-se um ser vivo.
O Senhor Deus plantou um jardim no Éden, a oriente,
e nele colocou o homem que tinha formado.
O Senhor Deus fez nascer da terra toda a espécie de árvores,
de frutos agradáveis à vista e bons para comer,
entre as quais a árvore da vida, no meio do jardim,
e a árvore da ciência do bem e do mal.
O Senhor Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden,
para o cultivar e guardar.
O Senhor Deus deu ao homem este mandamento:
«Podes comer fruto de todas as árvores do jardim,
mas não comerás da árvore da ciência do bem e do mal,
porque, no dia em que dela comeres,
terás de morrer».

Sentes-te uma criança a ouvir a história de Deus a criar o mundo como se estivesse a fazer o presépio? Uma coisa de cada vez, cada coisa no seu lugar, e tudo com um propósito.
Estima a natureza que Deus preparou também a pensar em ti.

Talvez te interrogues: E se Deus não tivesse plantado a “árvore da ciência do bem e do mal?" E se só houvesse a “árvore do bem”?
A "árvore do bem e do mal" está lá para te lembrar que és livre: para amares a Deus porque queres, tem de ser possível rejeitá-Lo, se quiseres.

Se o cansaço dos dias te traz desejos de uma vida descansada ou ociosa, lembra-te que Deus colocou o homem no paraíso não só para disfrutar e contemplar, mas também “para o cultivar e guardar”. – O trabalho é expressão e fator da tua grandeza.

Aprende a descobrir, nos breves paraísos do teu dia, qual é a árvore cujo fruto Deus Pai pede que não comas. Conversa com ele sobre o como e o porquê dessa proibição e talvez descubras a razão pela qual Santo Agostinho dizia: "Ama e faz o que quiseres".

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.