Quarta-feira da sexta semana do tempo comum

Hoje é dia quinze de fevereiro, quarta-feira da sexta semana do tempo comum. 

De Joachim Heimbaecher estás a escutar Labyrinth

Quando nos expomos ao silêncio,
a nossa memória tende a preencher-se de imagens:
de experiências passadas,
das preocupações do presente
ou das angústias do futuro.
Por isso todos precisamos do auxílio das palavras
para orientar a nossa oração:
seja através de um salmo, de um colóquio ou de uma meditação.
Mas não receies enfrentar o silêncio: sem ele,
a oração não poderá exprimir
o mais profundo da tua vida.
Começa assim a tua oração.

 

Escuta esta passagem do livro do Génesis [L1 Gen 8, 6-13.20-22].

Passados quarenta dias de dilúvio,
Noé abriu a janela que tinha feito na arca e soltou o corvo,
que ia e vinha, esperando que as águas secassem sobre a terra.
Depois, Noé soltou a pomba,
para ver se as águas tinham secado sobre a face da terra.
Mas, como não encontrou lugar onde poisar a planta dos pés,
a pomba regressou à arca para junto de Noé,
pois a água ainda cobria toda a face da terra.
Ele estendeu a mão, apanhou-a e guardou-a consigo na arca.
Noé esperou ainda mais sete dias
e soltou novamente a pomba da arca.
A pomba voltou para ele ao entardecer
e trazia no bico um rebento novo de oliveira.
Então Noé compreendeu
que as águas tinham baixado sobre a face da terra.
Esperou ainda mais sete dias e soltou a pomba,
que não voltou mais.
Foi no ano seiscentos e um da vida de Noé,
no primeiro dia do primeiro mês,
que as águas secaram sobre a terra.
Noé tirou a cobertura da arca
e viu que a face da terra estava seca.
Noé construiu um altar ao Senhor,
tomou animais puros e aves puras
e ofereceu holocaustos sobre o altar.
O Senhor aspirou aquele agradável perfume e disse para consigo:
«Nunca mais amaldiçoarei a terra por causa do homem;
realmente os projetos do seu coração são maus desde a juventude,
mas nunca mais destruirei todos os seres vivos, como agora fiz.
Enquanto durar a terra,
nunca mais hão-de faltar sementeiras e colheitas, frio e calor,
Verão e Inverno, dia e noite». 

 

Pontos de oração

Há dilúvios, guerras devastadoras, famílias destroçadas, relações que se rompem. Deus não deseja a dor destes momentos. Faz-Se presente, ainda que não O sintas. Acompanha-te nos tempos longos. 
Pede ao Senhor a graça de veres o horizonte e esperares a terra enxuta. Pede que, para quem sofre, a tua presença seja a certeza de que a promessa de Deus se cumpre. 

Toda a história da Salvação nos revela que Deus não desiste do ser humano. É fiel à promessa, à relação que estabeleceu com o seu povo. Na tua vida repete-se esta história. Deus é fiel à promessa que te faz. Como tens cuidado da tua relação com Ele? 

Depois da longa espera, o primeiro gesto, ao chegar a terra, é voltar-se para Deus. Ouve de novo o texto e repara em tudo o que te possa falar da confiança de Noé em Deus. 

 

Colóquio final

Pede a graça da fortaleza para as situações de dilúvio que afligem o mundo e aqueles que conheces e termina a tua oração confiando-te a Deus. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.