Quarta-feira da trigésima primeira semana do Tempo Comum

Hoje é dia oito de novembro, quarta-feira da trigésima primeira semana do Tempo Comum.

Diz-nos Eduardo Lourenço
que «vivemos sob um regime de absoluto bombardeamento informativo, 
numa espécie de vigília contínua, 
sem termos a possibilidade de fecharmos os olhos. 
Assim, o que parece urgente
é escapar a esse fluxo, descobrir um refúgio, 
defender o direito ao silêncio».
Procura descobrir, neste pequeno e frágil momento de oração,
a graça e o dom de fechar os olhos,
de descobrir um refúgio, de acolher o silêncio. 

 

Escuta esta passagem da Carta de São Paulo aos Romanos. [L 1 Rom 13, 8-10]

Não devais a ninguém coisa alguma,
a não ser o amor de uns para com os outros,
pois, quem ama o próximo cumpre a lei.
De facto, os mandamentos que dizem:
«Não cometerás adultério, não matarás,
não furtarás, não cobiçarás»,
e todos os outros mandamentos,
resumem-se nestas palavras:
«Amarás ao próximo como a ti mesmo».
A caridade não faz mal ao próximo.
A caridade é o pleno cumprimento da lei.

 

Pontos de oração

A caridade fraterna é um dever e uma dívida. Para todos. Quanto mais para nós, cristãos! É o mandamento do Senhor. Se não o praticamos, deitamos fora o essencial da nossa fé, o exemplo de Cristo: «amai-vos como Eu vos amei». 

Para amar, não basta não fazer o mal. Amar é ir ao encontro do irmão, para o servir. Tens consciência disso? Pede a Jesus que te ensine a nunca deixar de amar, a retribuir cada vez mais o seu amor.

Amar o próximo, cumprir a lei. Já está, já fiz. Não se trata de uma regra, como se esgotasses a medida. Que medida pode existir em Deus? Deus é amor, o cumprimento pleno da caridade. Vai caminhando, com alegria, para Ele.

 

Colóquio final

Conversa com o Senhor sobre o teu desejo de fazer o bem e sobre as tantas vezes que acabas fazendo o mal. Pede-Lhe que te ensine a nunca desistir de amar. E, quando for mais difícil, que seja Ele a amar em ti.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.