Quarta-feira da vigésima quarta semana do tempo comum

Hoje é dia dezoito de setembro, quarta-feira da vigésima quarta semana do tempo comum.

“A terra está cheia da bondade do Senhor”. Porque será que olhamos o mundo como um lugar onde o mal impõe a sua lei? As palavras do salmista podem ajudar-te a olhar o mundo com olhos renovados. Não é verdade que a maldade seja a mais poderosa, pois “a terra está cheia da bondade do Senhor”. Podes não conseguir encontrar esta bondade, mas ela está por aí, por todo o lado, em pequenos gestos que não constituem notícia. Deixa o Senhor mostrar-te a sua bondade, deixa que esta bondade preencha todos os recantos do teu ser, especialmente os mais sombrios e afastados de Deus... e começa assim a tua oração.

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Lucas. [Ev Lc 7, 31-35]

Jesus disse à multidão: «A quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem se parecem? São como as crianças, que, sentadas na praça, falam umas com as outras, dizendo: ‘Tocámos flauta para vós e não dançastes, entoámos lamentações e não chorastes’. Porque veio João Baptista, que não comia nem bebia vinho, e vós dizeis: ‘Tem o demónio com ele’. Veio o Filho do homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘É um glutão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores’. Mas a Sabedoria é justificada por todos os seus filhos».

Há pessoas que são sempre do contra… Tantas vezes te comportas como as crianças: ora por um motivo, ora por outro, estás sempre no contra. Não te dispões a acolher nem os profetas nem o próprio Deus. Ora por uma razão, ora por outra, tornas-te especialista em arranjar desculpas. Os teus preconceitos impedem-te de te abrires à mais completa novidade!

A verdade é que também não seria fácil acolher quer João Batista quer Jesus, pois cada um, a seu modo, eram pessoas muito diferentes do habitual… João, o último profeta, é muito austero no comer e beber. Jesus é muito sociável, partilhando frequentemente a mesa dos pecadores. João insiste na necessidade da conversão, em vista da chegada iminente do Messias. Jesus é, em si mesmo, uma vida farta da plenitude do Reino e um novo tipo de relações humanas.

Escuta novamente o Evangelho. “A Sabedoria é justificada por todos os seus filhos.” Só pelos frutos conheces a árvore... O testemunho de João e Jesus e os respectivos frutos confirmam que era de facto a Sabedoria de Deus quem os inspirava. Que a Sabedoria e os seus frutos te ajudem a discernir o que na tua vida é ou não de Deus.

Pede a graça de saberes articular a austeridade de João Batista com a plenitude de vida de Jesus.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.