Quarta-feira, memória litúrgica de Santo Agostinho

Hoje é dia vinte e oito de agosto, quarta-feira, memória litúrgica de Santo Agostinho.

Depois de ontem ter feito memória da mãe – Santa Mónica – hoje a Igreja faz memória do filho – Santo Agostinho. Agostinho percorreu todos os caminhos do filho pródigo: cheio de dons e incapaz de reconhecer o seu Autor; orgulhoso, rejeitava a sabedoria cristã, que lhe parecia coisa de crianças, diante das alturas da filosofia; quando as suas certezas caíram por terra, viu-se sem nada e começou, penosamente, a percorrer os caminhos que haviam de o levar à casa de Deus. Convertido, abandonou os sonhos de glória, colocou-se ao serviço dos seus irmãos, como sacerdote e bispo. E veio a ser um dos maiores sábios da história cristã. Pede ao Senhor a graça de nunca ignorares o seu chamamento... e começa assim a tua oração.

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus. [Ev Mt 23, 27-32]

Disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque sois semelhantes a sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda a podridão. Assim sois vós também: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e maldade. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque edificais os sepulcros dos profetas e ornamentais os túmulos dos justos; e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos pais, não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas’. Assim dais testemunho contra vós mesmos, confessando que sois os filhos daqueles que mataram os profetas. Completai então a obra dos vossos pais».

Hoje é o dia de Santo Agostinho, um grande santo que foi um grande pecador. Ele é o exemplo da certeza de que Deus está presente na vida dos seus filhos. Santa Mónica, mãe de Agostinho, rezou durante trinta anos pedindo a conversão do filho, sem nunca desesperar. Ela acreditava verdadeiramente que o Senhor iria converter este grande pecador, que se tornou um dos maiores santos da nossa Igreja.

Santo Agostinho era o exemplo de que Jesus fala no Evangelho de hoje. Muito bonito por fora e cheio de podridão e morte por dentro. Escondia no seu coração a maior sujidade, que por orgulho não deixava transparecer para fora.

Vais ouvir de novo o Evangelho. Em grande silêncio e recolhimento. E pensa em alguma contradição que possas guardar dentro de ti. Chama o teu Anjo da Guarda para que te ajude a caminhar contigo até ao mais fundo do teu coração.

Examina as sombras e as sujidades que podem estar a manchar a tua alma, sem te deixar ver a verdadeira realidade que habita em ti. Pede ao Senhor a luz do seu Espírito Santo.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.