Quinta-feira da décima nona semana do Tempo Comum

Hoje é dia onze de agosto, quinta-feira da décima nona semana do Tempo Comum, memória litúrgica de Santa Clara de Assis.

Deus quer encontrar-te porque te ama. 

Vais passar agora alguns momentos com Ele. 
Que este tempo na sua presença seja sinal do desejo de te deixares amar na tua verdade, sem máscaras nem retoques. 
Deus quer encontrar-te aqui e agora. Recorda-te sempre disto. Ele quer estar contigo! Assim, vale a pena começares a tua oração.  

 

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus. [Ev Mt 18, 21 – 19, 1]

Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe:
«Se meu irmão me ofender,
quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?».
Jesus respondeu:
«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 
Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei
que quis ajustar contas com os seus servos.
Logo de começo,
apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. 
Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido,
com a mulher, os  filhos e tudo quanto possuía,
para assim pagar a dívida.
Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo:
‘Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei’.
Cheio de compaixão, o senhor daquele servo
deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários.
Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: 
‘Paga o que me deves’.
Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: 
‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’.
Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender,
até que pagasse tudo quanto devia.
Testemunhas desta cena, os seus companheiros  ficaram muito tristes
e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido.
Então, o senhor mandou-o chamar e disse:
‘Servo mau, perdoei-te, porque me pediste.
Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, 
como eu tive compaixão de ti?’.
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos,
até que pagasse tudo o que lhe devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste,
se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».

 

Pontos de oração

Em pleno ano da Misericórdia, esta passagem fala-te da liberdade que traz o perdão. Ao perguntares a Jesus quantas vezes deves perdoar o irmão que te ofendeu, Ele responde-te sem meias medidas, dizendo-te que deves perdoar tantas vezes quantas o teu irmão te ofender, ou seja, sempre; isto é, deves entregar ao teu irmão a tua maior medida de perdão – aquela que não tem fim.

Um servo pede ao seu Senhor que lhe perdoe o que lhe deve. E o Senhor, cheio de compaixão, liberta-o, perdoando-lhe a dívida. Mas quando o irmão do servo perdoado vem pedir perdão pelo erro que cometeu contra ele, aquele não o liberta e não o perdoa. Haverá na tua vida casos semelhantes a este?

Ao ouvires de novo o Evangelho, presta atenção: de que liberdade te fala o Senhor? Jesus, quando te perdoa, liberta a tua liberdade, desatando todos os nós que te prendem ao teu erro, permitindo-te voar leve e feliz pelo céu da vida.

 

Colóquio final

Hoje será o dia indicado para conversares com o Senhor não só sobre o perdão que precisas de dar, mas também sobre o perdão que precisas de receber, aproximando-te do sacramento da reconciliação, o sacramento que liberta e dá vida.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.