Segunda-feira da décima oitava semana do tempo comum

Hoje é dia cinco de agosto, segunda-feira da décima oitava semana do tempo comum.

“Dai-me a graça de cumprir a vossa lei”. Procura fazer teu este pedido do salmista, porque, de facto, é uma graça cumprir a lei do Senhor. Da tua parte, sabes como é difícil escapar ao egoísmo deixar os teus interesses, vencer o teu desejo de seres senhor de ti próprio. Mas também sabes quanta felicidade experimentas e como te sentes livre quando procuras viver segundo o mandamento do amor. Pede ao Senhor coragem para caminhares na sua presença, cumprindo a sua lei... e começa assim a tua oração.

Escuta esta passagem do Livro dos Números. [L 1 Num 11, 4b-15]

Os filhos de Israel disseram: «Quem nos dará carne para comer? Temos saudades do peixe que no Egito comíamos de graça e dos pepinos, melões, bolbos, cebolas e alhos. Agora temos a garganta seca; falta-nos tudo. Não vemos senão o maná». – O maná era como a semente do coentro e tinha o aspecto da goma-resina. O povo dispersava-se para o apanhar; depois passava-o pelo moinho ou pisava-o no almofariz; por fim cozia-o na panela e fazia bolos. Tinha o sabor dos bolos de azeite. Quando, à noite, o orvalho caía sobre o acampamento, caía também o maná. – Moisés ouviu chorar o povo, agrupado por famílias, cada qual à entrada da sua tenda. A ira do Senhor inflamou-se fortemente e Moisés sentiu um grande desgosto. Dirigiu-se então ao Senhor, dizendo: «Porque tratais mal o vosso servo e não encontrei graça a vossos olhos? Porque me destes o encargo de todo este povo? Porventura fui eu que concebi este povo? Fui eu que o dei à luz, para que me digais: ‘Toma este povo nos braços, como a ama leva a criança ao colo, e leva-o para a terra que Eu jurei dar a seus pais’? Onde poderei encontrar carne para dar a todo este povo, que vem chorar para junto de mim, dizendo: ‘Dá-nos carne para comer’? Não posso sozinho ter o encargo de todo este povo: é excessivamente pesado para mim. Se quereis tratar-me desta forma, dai-me antes a morte. Se encontrei graça a vossos olhos, que eu não veja mais esta desventura!».

Assim como o povo de Israel se desinteressou do maná, assim também o pão eucarístico te deixa, por vezes, indiferente. Parece que nele não vês Jesus, verdadeira, real e substancialmente presente. Pede ao Senhor que te aumente a fé, porque quem comer esse pão viverá para sempre.

O maná foi um alimento que nunca falhou e permitiu completar a travessia do deserto. Também a Eucaristia é a presença fiel de Deus, que te alimenta e te torna resistente a todas as aridezes da vida.

Depois de comungar, não saias à pressa para te distraíres. Já experimentaste dedicar algum tempo a entreter-te com Jesus dentro de ti? Pensa no maná, que era preciso passar pelo moinho e pisar no almofariz, para depois ganhar sabor. Talvez precises de fazer algo parecido com a comunhão eucarística.

Se as dificuldades do dia, ou uma limitação de doença, ou o estado de ânimo te levam a fraquejar no desejo de comungar, sê firme e não deixes de o fazer. Sobrepõe-te à tua falta de sentimento, tal como um doente se sobrepõe à falta de apetite e come, precisamente nesses momentos em que é mais necessário.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.