Segunda-feira da quarta semana do Tempo Comum

Hoje é dia quatro de fevereiro, segunda-feira, memória litúrgica de São João de Brito.

A oração não é sempre um tempo fácil
e pode ser como aquelas conversas de circunstância,
numa sala de espera:
para passar o tempo sem parecer mal educado.
Mesmo que te sintas assim,
não te deixes vencer pelo desânimo.
Faz um ato de fé no amor de Deus
e fala-lhe do teu desejo de viver na sua presença.
Recorda as vezes em que a oração tem sido, para ti,
causa de alegria e de crescimento no serviço aos irmãos.
Confirmado por estas memórias,
diz ao Senhor: “O meu ser e a minha carne exultam no Deus vivo”.
E começa assim a tua oração.

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Marcos. [Ev Mc 5, 1-3.6-14.16-20]

Jesus e os seus discípulos chegaram ao outro lado do mar,
à região dos gerasenos.
Logo que Ele desembarcou,
saiu ao seu encontro, dos túmulos onde morava,
um homem possesso de um espírito impuro.
Ao ver Jesus de longe,
correu a prostrar-se diante d’Ele e disse, clamando em alta voz:
«Que tens a ver comigo, Jesus, Filho de Deus Altíssimo?
Conjuro-Te, por Deus, que não me atormentes».
Porque Jesus dizia-lhe: «Espírito impuro, sai desse homem».
E perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?».
Ele respondeu: «O meu nome é ‘Legião’, porque somos muitos».
E suplicava instantemente que não os expulsasse daquela região.
Ora, ali junto do monte, andava a pastar uma grande vara de porcos.
Os espíritos impuros pediram a Jesus:
«Manda-nos para os porcos e entraremos neles».
Jesus consentiu.
Então os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos.
A vara, que era de cerca de dois mil,
lançou-se ao mar, do precipício abaixo, e os porcos afogaram-se.
Os guardadores fugiram e levaram a notícia à cidade e aos campos (...).
Os que tinham visto
narraram o que havia acontecido ao possesso e o que se passara com os porcos.
Então pediram a Jesus que Se retirasse do seu território.
Quando Ele ia a subir para o barco,
o homem que tinha sido possesso pediu-Lhe que o deixasse ir com Ele.
Jesus não lho permitiu, mas disse-lhe:
«Vai para casa, para junto dos teus,
conta-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti».
Então ele foi-se embora e começou a apregoar na Decápole
o que Jesus tinha feito por ele.
E todos ficavam admirados.

O homem de que fala o Evangelho demonstra ter uma grande vontade de estar com Jesus: vai rapidamente ao seu encontro; deseja ficar com Ele, depois de curado; dá testemunho da graça que o salvou.
Deixa-te tocar pela forma como este homem é reconhecido e grato ao Senhor e segue o seu exemplo.

Consciente da presença do Senhor, confia-Lhe tudo o que, neste momento, te preocupa e inquieta, te entristece ou enche de raiva. Confia-Lhe a tua alma, sem receios. E tem esperança, porque o Senhor atende sempre as tuas preces.

Ao escutares de novo o Evangelho, foca a tua atenção no seguinte: ao Senhor nada é impossível.

Termina a tua oração confiando ao Senhor todos aqueles que vivem momentos difíceis e te pediram que rezasses por eles.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.