Segunda-feira da sétima semana do Tempo Comum

Hoje é dia vinte e cinco de fevereiro, segunda-feira da sétima semana do tempo comum.

Durante alguns momentos,
reconhece o muito que recebes de Deus, em cada dia que passa.
Sabes que é assim,
mesmo que não o sintas
ou estejas a viver tempos em que Deus é, para ti, uma palavra vazia.
Procura não deixar o sofrimento,
o cansaço,
a desilusão
mandar na tua vida.
Escolhe a alegria de Deus e faz desta escolha a força do teu dia.
Diz ao Senhor: “Tu és o meu amparo e o meu redentor”.
E começa assim a tua oração.

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Marcos. [Ev Mc 9, 14-29]

Jesus desceu do monte, com Pedro, Tiago e João. (...).
Logo que viu Jesus,
a multidão ficou surpreendida e correu a saudá-Lo.
Jesus perguntou-lhes: «Que estais a discutir?».
Alguém Lhe respondeu do meio da multidão:
«Mestre, eu trouxe-Te o meu filho, que tem um espírito mudo. (...).
Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram».
Tomando a palavra, Jesus disse-lhes:
«Oh geração incrédula! Até quando estarei convosco?
Até quando terei de vos suportar?
Trazei-mo aqui». (...).
Quando viu Jesus, o espírito sacudiu fortemente o menino,
que caiu por terra e começou a rebolar-se espumando.
Jesus perguntou ao pai: «Há quanto tempo lhe sucede isto?».
O homem respondeu-lhe: «Desde pequeno.
E muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água para o matar.
Mas se podes fazer alguma coisa,
tem compaixão de nós e socorre-nos».
Jesus disse: «Se posso?... Tudo é possível a quem acredita».
Logo o pai do menino exclamou:
«Eu creio, mas ajuda a minha pouca fé». (...)
Jesus falou severamente ao espírito impuro:
«Espírito mudo e surdo, Eu te ordeno:
sai deste menino e nunca mais entres nele».
O espírito, soltando um grito, agitou-o violentamente e saiu.
O menino ficou como morto,
de modo que muitas pessoas afirmavam que tinha morrido.
Mas Jesus tomou-o pela mão e levantou-o, e ele pôs-se de pé.
Quando Jesus entrou em casa,
os discípulos perguntaram-Lhe em particular:
«Porque não pudemos nós expulsá-lo?».
Jesus respondeu-lhes:
«Este género de espíritos não se pode fazer sair, a não ser pela oração».

Jesus desce do monte com três dos seus discípulos e depara-Se com uma discussão entre a multidão. Têm diante de si um menino doente e não sabem o que fazer. As dificuldades não se resolvem com ruído e agitação, mas pedem confiança e objetividade.
Tens algum problema que te esteja a tirar a paz?

O pai do menino doente diz a Jesus: «tem compaixão de nós e socorre-nos».
Temos de saber pedir ajuda na oração. Mas não se trata da força do homem a lutar contra as dificuldades; é a graça de Deus que cura e pacifica.
Olha uma vez mais para o teu problema e diz: «Eu creio, Senhor, mas ajuda a minha pouca fé».

Escuta pela segunda vez a passagem do Evangelho e entra novamente na cena.
Faz-te uma das personagens e observa a figura de Jesus. A sua serenidade contrasta com o alvoroço da multidão confusa. A tranquilidade é o que Jesus te está a oferecer.

Jesus termina a cura do menino falando da importância da oração. Em vez de espetáculo e alarido, apela ao silêncio e à discrição.
No final desta oração, medita nestas palavras da sabedoria popular que diz: «o bem não faz barulho e o barulho não faz bem».

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.