Segunda-feira da sexta semana do Tempo Pascal

Hoje é dia sete de maio, segunda-feira da sexta semana do Tempo Pascal.

Do álbum Cari Live estás a escutar Afterglow.

Que rosto de Deus
reconheces dentro de ti?
A tua vida é chamada a ser um tempo pascal,
uma passagem para a experiência do Deus de amor,
de perdão e de paz,
livre de toda a competição, inveja e culpa.
Acolhe na tua oração o Ressuscitado, 
o Senhor da tua vida e da tua história.

 

Escuta esta passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos. [At 16, 11-15]

Tendo-nos feito à vela,
deixámos Tróade e navegámos diretamente para Samotrácia.
No dia seguinte, fomos para Neápoles e de lá para Filipos,
cidade principal daquela região da Macedónia e colónia romana.
Estivemos nesta cidade durante alguns dias.
No sábado, saímos pelas portas da cidade,
em direção à margem do rio,
onde julgávamos que havia um lugar de oração.
Sentámo-nos e começámos a falar às mulheres ali reunidas.
Uma delas, chamada Lídia, escutava-nos com atenção;
era negociante de púrpura, natural da cidade de Tiatira,
e adorava o verdadeiro Deus.
O Senhor abriu-lhe o coração,
para aderir ao que Paulo dizia.
Quando recebeu o Baptismo, juntamente com toda a sua família,
fez-nos este pedido:
«Se me considerais fiel ao Senhor,
vinde hospedar-vos em minha casa».
E obrigou-nos a aceitar. 

 

À beira rio, as mulheres reuniam-se para orar e à beira rio o seu coração abriu-se à novidade de Jesus. No rio da história humana, tantas vezes são as mulheres que têm – nas palavras do Papa Francisco – a capacidade de ver mais além, de ver o mundo com outros olhos, de sentir as coisas com um coração mais criativo, mais paciente, mais terno.

Agradece a Deus o dom grande que é a mulher. A mulher tem uma sensibilidade particular pelas ‘coisas de Deus’, a arte de ajudar a todos a compreender a bondade, a ternura e o amor que Deus tem por nós. Por suas mãos acontecem, tantas vezes, a harmonia, a reconciliação, os gestos de humanidade mesmo no meio dos maiores conflitos.

Escuta de novo o Livro dos Atos dos Apóstolos. 
Lídia, mulher de negócios, tocada pela graça, oferece a capacidade feminina de criar tempo e espaço de acolhimento e hospedagem, de modo a que cada um se sinta em casa, estimado e recebido tal como é.

 

Maria é a mulher que vive plenamente a humanidade. É ela que torna a Igreja uma casa acolhedora e confortável e é ela que aí inspira a união, a reconciliação e a todos alenta à conversão. Não tenhas medo de estar todo o dia com a tua mão agarrada à sua. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.