Segunda-feira da vigésima primeira semana do Tempo Comum

Hoje é dia vinte e dois de agosto, segunda-feira da vigésima primeira semana do Tempo Comum, memória litúrgica da Virgem Santa Maria, Rainha.

Santa Maria, Rainha. Este título da Mãe de Jesus é um pouco estranho para a nossa sensibilidade. Consideramos reis e rainhas como figuras do passado, que alguns países conservam por apego à tradição.
No entanto, estas figuras do passado continuam a representar, para muitos de nós, os verdadeiros símbolos do poder. E, por isso, Santa Maria, Rainha. Porque a mãe de Jesus é a criatura humana na qual se realizou mais perfeitamente o único verdadeiro poder entre os discípulos de Jesus: a entrega, a disponibilidade, o amor.
Contemplando a Mãe de Jesus toda disponível para o serviço de Deus, dá início à tua oração.

 

Escuta esta passagem da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses. [L1 2 Tess 1, 1-5.11b-12]

Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja dos Tessalonicenses,
que está em Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo:
A graça e a paz vos sejam dadas
da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Devemos dar contínuas graças a Deus
por vós, irmãos, como é justo,
porque a vossa fé faz grandes progressos
e o amor de uns pelos outros vai aumentando em todos vós.
Assim nós mesmos nos gloriamos de vós nas Igrejas de Deus,
por causa da vossa perseverança e da vossa fé,
no meio de todas as perseguições e tribulações que suportais.
Elas são um sinal do justo juízo de Deus,
que quer tornar-vos dignos do seu reino, pelo qual sofreis.
O nosso Deus vos considere dignos do seu chamamento
e, pelo seu poder, 
se realizem todos os vossos bons propósitos
e se confirme o trabalho da vossa fé.
Assim o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo
será glorificado em vós, e vós n’Ele,
segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.

 

Pontos de oração

A saudação de uma carta, o princípio de um poema, a abertura de uma sinfonia transmite a “nota dominante” de um encontro. Aqui, o elogio dos destinatários é tão generoso e nobre que nos enche a todos de alegria.

Como seria bom que nos saudássemos mutuamente com estas palavras: conheço-te há muitos anos e sempre te vejo crescer na prática do bem. És para mim exemplo de fidelidade. Não gostarias que te dissessem isto?

Gloriar-se a respeito dos outros, como São Paulo diz, manifesta a melhor prova de amor. Amizade gratuita, caridade benévola. 
A tua glória está em ti? Mostra o teu coração a Jesus. Preenche-o com a sua glória e transbordarás de amor.

 

Colóquio final

“O amor de uns pelos outros vai aumentando em todos vós”. Repete esta frase, como o estribilho de uma canção, até a aprenderes de cor. E depois deixa o teu coração falar. Que haverás de dizer senão louvar?

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.