Segunda-feira da vigésima terceira semana do Tempo Comum

Hoje é dia onze de setembro, segunda-feira da vigésima terceira semana do Tempo Comum.

Pode a oração falar-nos de beleza?
Percorremos os nossos dias
acompanhados pelo medo, pelas promessas de segurança,
pelos muros e barreiras que o nosso mundo ergue.
E uma das promessas do século vinte e um
era a da livre circulação de bens, ideias e pessoas!
Hoje, começa a tua oração
pedindo ao Senhor que te ensine, cada dia,
a arte da liberdade,
a graça da vulnerabilidade,
o dom de uma vida plena.

 

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Lucas. [Ev Lc 6, 6-11]

Jesus entrou numa sinagoga a um sábado
e começou a ensinar.
Estava lá um homem com a mão direita paralítica.
Os escribas e fariseus observavam Jesus,
para verem se Ele ia curar ao sábado
e encontrarem assim um pretexto para O acusar.
Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos,
disse ao homem que tinha a mão paralítica:
«Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio».
O homem levantou-se e ficou de pé.
Depois Jesus disse-lhes:
«Eu pergunto-vos se é permitido ao sábado
fazer bem ou fazer mal,
salvar a vida ou tirá-la».
Então olhou para todos à sua volta
e disse ao homem:
«Estende a mão».
Ele assim fez e a mão ficou curada.
Os escribas e fariseus ficaram furiosos
e começaram a falar entre si do que haviam de fazer a Jesus. 

 

Pontos de oração

Naquele tempo, procuraram apanhar Jesus em falso. No nosso tempo, olhamos para os outros a partir de preconceitos que nos impedem de reconhecer o bem que fazem.
De que preconceitos precisas de ser libertado?

Por vezes, tememos denunciar a injustiça e ser julgados ou mal interpretados. 
Pede a Deus que renove a dimensão profética que Jesus viveu e que os batizados recebem. 

Ouve uma vez mais o Evangelho de Lucas e coloca-te no lugar, procurando imaginar como reagirias naquela situação. 

 

Colóquio final

Agradece a liberdade de Jesus e pede ao Senhor que liberte a tua liberdade. Hoje, de um modo especial, reza pelas vítimas de todo o terrorismo. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.