Segunda-feira, memória litúrgica de Santo Agostinho

Hoje é dia vinte e oito de agosto, segunda-feira, memória litúrgica de Santo Agostinho.

Hoje, a Igreja celebra a memória de Santo Agostinho
que, em pleno século quarto da era cristã,
se entregou sem cessar à busca da verdade.
Hoje, começa a tua oração
escutando as suas palavras:
«Tarde vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova,
tarde vos amei!
Vós estáveis dentro de mim,
mas eu estava fora, 
e fora de mim vos procurava;
estáveis comigo e eu não estava convosco.
Chamastes, clamastes e rompestes a minha surdez.
Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira.
Exalastes sobre mim o vosso perfume:
aspirei-o profundamente, e agora suspiro por vós».

 

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus. [Ev Mt 23, 8-12]

Disse Jesus aos seus discípulos:
«Não vos deixeis tratar por ‘Mestres’,
porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos.
Na terra não chameis a ninguém vosso ‘Pai’,
porque um só é o vosso pai, o Pai celeste.
Nem vos deixeis tratar por ‘Doutores’,
porque um só é o vosso doutor, o Messias.
Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo.
Quem se exalta será humilhado
e quem se humilha será exaltado». 

 

Pontos de oração

Santo Agostinho foi um «homem de paixão e de fé, de grande inteligência e incansável solicitude pastoral». Assim o descreveu o Papa Bento XVI, acrescentando que «deixou uma marca muito profunda na vida cultural do Ocidente e de todo o mundo». 
Já pensaste que também podes deixar uma marca cristã no mundo que te envolve?

Perguntamo-nos muitas vezes se a fé é coisa da razão ou do coração. Para Santo Agostinho, Deus não está longe da razão nem da vida: está próximo de cada ser humano, perto do nosso coração e da nossa inteligência. Se realmente nos pusermos a caminho, acabamos por O encontrar. 

Jesus diz no Evangelho que a sabedoria não deve engrandecer as pessoas, torná-las vaidosas e superiores. A sabedoria deve levar ao serviço dos mais necessitados e à construção de um mundo melhor.

 

Colóquio final

As palavras de Jesus no final do seu ensinamento são claras e certeiras: «Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». 
Termina este tempo de oração pedindo a graça da humildade, ou seja, de desejares, no que toca ao serviço, pores-te sempre em último lugar.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.