Segundo domingo do Tempo Comum

Hoje, a Igreja celebra o segundo domingo do Tempo Comum. 

Há uma pergunta de fundo, incessante
que ecoa no nosso coração como o rumor de uma floresta:
«Mestre, onde moras?».
Não permitas que esta pergunta, única no seu fulgor,
se deixe silenciar no teu caminho.
Repete-a no teu desejo, na tua sede de justiça e de esperança;
e abre-te à sua resposta, diária, quotidiana.
Começa assim a tua oração e a tua semana.

 

O salmista compôs uma oração de ação de graças e de súplica ao Senhor a partir da sua realidade, em nada diferente das muitas orações que fazes espontaneamente. Ora escuta.

[Salmo 39 (40), 2.4ab.7-8a.8b-9.10-11]
Esperei no Senhor com toda a confiança,
e Ele atendeu-me.
Pôs em meus lábios um cântico novo,
um hino de louvor ao nosso Deus.

Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,
mas abristes-me os ouvidos;
não pedistes holocaustos nem expiações,
então clamei: «Aqui estou».

«De mim está escrito no livro da Lei
que faça a vossa vontade.
Assim o quero, ó meu Deus,
a vossa lei está no meu coração».

Proclamei a justiça na grande assembleia,
não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.
Não escondi a justiça no fundo do coração,
proclamei a vossa bondade e fidelidade. 

 

Pontos de oração

Deixa que algumas palavras deste salmo ecoem em ti, enquanto as ligas a acontecimentos concretos da tua vida.
«Esperei no Senhor com toda a confiança, e Ele atendeu-me».
«Que faça a vossa vontade».
«Assim o quero, ó meu Deus, a vossa lei está no meu coração».

O salmista inicia a sua oração com uma profissão de fé. A esperança é uma das três virtudes teologais, que só a graça de Deus pode infundir em ti. Cabe-te cultivar a disposição para a acolheres e a determinação para a fazeres germinar e frutificar. Pede ao Senhor a graça de viveres com esperança, pois em Deus tudo alcançarás.  

Coloca-te por inteiro nos teus ouvidos e acolhe a sabedoria das palavras do salmista. 

Faz da semana que agora começa um tempo de compaixão e de esperança. Deixa-te tocar pela vida, pelas alegrias ou tristezas dos que te rodeiam, e devolve-lhes a esperança que te habita. 

Pai nosso que estais nos céus
santificado seja o vosso nome
venha a nós o vosso Reino
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje
perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
e não nos deixeis cair em tentação
mas livrai-nos do mal.