Sexta-feira da décima quinta semana do tempo comum

Hoje é dia dezanove de julho, sexta-feira da décima quinta semana do tempo comum.

“Como agradecerei ao Senhor tudo quanto Ele me deu?”, interroga-se o salmista. No final de mais uma semana, também podes fazer esta pergunta. Foi certamente uma semana cheia de acontecimentos pelos quais podes sentir gratidão. Procura, no entanto, ir mais fundo, e descobrir a presença de Deus na tua vida, em cada um dos teus dias. Este é o grande dom de Deus, que te permite ver tudo com olhos novos. “Como agradecerei ao Senhor tudo quanto Ele me deu?”... Deixa esta pergunta inquietar-te... e começa assim a tua oração.

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus. [Ev Mt 12, 1-8]

Jesus passou através das searas em dia de sábado e os discípulos, sentindo fome, começaram a apanhar e a comer espigas. Os fariseus viram e disseram a Jesus: «Vê como os teus discípulos estão a fazer o que não é permitido ao sábado». Jesus respondeu-lhes: «Não lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros sentiram fome? Entrou na casa de Deus e comeu dos pães da proposição, que não era permitido comer, nem a ele nem aos seus companheiros, mas somente aos sacerdotes. Também não lestes na Lei que, ao sábado, no templo, os sacerdotes violam o repouso sabático e ficam isentos de culpa? Eu vos digo que está aqui alguém que é maior que o templo. Se soubésseis o que significa: ‘Eu quero misericórdia e não sacrifício’, não condenaríeis os que não têm culpa. Porque o Filho do homem é Senhor do sábado».

Para Jesus é mais importante o sentido do que escolhemos e fazemos do que o estrito cumprimento de regras e, por isso, é alvo de julgamentos, desprezos e incompreensões. Não hesita em acolher os custos do anúncio que o Pai Lhe confiou. Como acolhes os custos e consequências da tua opção por Jesus?

«Eu quero misericórdia», relembra-te Jesus. O que significa para ti esta palavra? Diz-te alguma coisa? O Papa Francisco insiste muito nesta forma de ver e acolher o mundo, que não é mais do que ser para os outros o que o Senhor é para ti. «Sede misericordiosos, como o Pai é misericordioso», diz-te Jesus noutra passagem. Deixa-te tocar e transformar por este pedido.

Ao escutares de novo este episódio da vida de Jesus detém a tua atenção na rapidez com que os fariseus julgam quem os rodeia. Vem algum bem dessa atitude? Pensa em ti e na forma como acolhes a diferença e o que te parece, à primeira vista, não fazer sentido.

Termina a tua oração confiando ao Senhor todos os que sofrem por colocarem em primeiro lugar o seu amor a Cristo. Não são poucos os oprimidos e perseguidos pela sua fé e a tua oração será seguramente fonte de vitalidade e fortaleza no meio das muitas adversidades que enfrentam.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.