Sexta-feira da Oitava de Páscoa

Hoje é dia vinte e um de abril, sexta-feira da Oitava de Páscoa.

Que esperança vivemos hoje? 
A esperança de um mundo aberto, 
renovado pela plenitude do Espírito do Senhor, 
ou a indiferença de um mundo fechado, 
encerrado pelas nossas defesas, medos e seguranças?
Hoje, na tua oração, acolhe as questões abertas,
alarga a roda das tuas relações,
aprende a arte das promessas, da esperança, 
da paz, da sedução do invisível.
Que a Páscoa do Senhor se torne, cada dia,
a páscoa da tua vida.

 

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São João. [Ev Jo 21, 1-14] 

Jesus manifestou-Se novamente aos discípulos junto ao Mar de Tiberíades.
Manifestou-Se deste modo:
Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo,
e Natanael, que era de Caná da Galileia.
Também estavam presentes os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus.
Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar».
Eles responderam-lhe: «Nós vamos contigo».
Saíram de casa e subiram para o barco,
mas naquela noite não apanharam nada.
Ao romper da manhã, Jesus apresentou-Se na margem,
mas os discípulos não sabiam que era Ele.
Disse-lhes então Jesus: «Rapazes, tendes alguma coisa para comer?»
Eles responderam: «Não».
Disse-lhes Jesus: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis».
Eles lançaram a rede e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes.
Então o discípulo predileto de Jesus disse a Pedro: «É o Senhor».
Simão Pedro, quando ouviu dizer que era o Senhor,
vestiu a túnica que tinha tirado e lançou-se ao mar.
Os outros discípulos, que estavam distantes apenas uns duzentos côvados da margem,
vieram no barco, puxando a rede com os peixes.
Logo que saltaram em terra, viram brasas acesas com peixe em cima, e pão.
Disse-lhes Jesus: «Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora».
Simão Pedro subiu ao barco e puxou a rede para terra,
cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes.
E, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede.
Disse-lhes Jesus: «Vinde comer».
Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar:
«Quem és Tu?»: bem sabiam que era o Senhor.
Então Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com o peixe.
Foi esta a terceira vez que Jesus Se manifestou aos discípulos,
depois de ter ressuscitado dos mortos. 

 

Pontos de oração

A comunidade está reunida, colaborando com Pedro. Trabalha na pesca, exerce a missão de Jesus: “Sereis pescadores de homens”. Mas a faina não dá fruto. Talvez por ser feita de “noite”, a noite do desânimo e da falta de fé.

Porquê lançar a rede para a direita, ainda por cima ao nascer do sol? Os discípulos obedecem e o resultado é extraordinário. 
À direita de Deus Pai vive Jesus ressuscitado, o Senhor da Glória. Ele, em cada desconhecido da praia, é o Dia que não tem fim.

Escuta de novo o Evangelho. Repara como Pedro reage: com o entusiasmo de quem se lança com fé. E o outro discípulo? Sem pressa: viu e acreditou. Cada um é como é. Como Marta e Maria.

 

Colóquio final

Contempla, agradece a comunhão, a presença de Jesus, o alimento. A união e a paz dos amigos do Senhor, a prova do Amor. Dá graças pela fração do pão, a Eucaristia. E termina assim este tempo de oração.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.