Sexta-feira da quarta semana do Tempo Pascal

Hoje é dia vinte e sete de abril, sexta-feira da quarta semana do Tempo Pascal.

Diante de um mundo repleto de seguranças,
agitado e competitivo,
a oração surge como um espaço de liberdade,
espaço de um encontro confiante e sereno com Deus.
Não é fácil abdicar dos critérios
que fazem o mundo correr e lutar:
eles pertencem à tua carne, aos circuitos da tua mente.
Mas podes, um pouco a cada dia, 
adquirir a consciência e a perceção destes critérios
que marcam os teus gestos e as tuas relações.
Que a oração seja, para ti, esta luz
capaz de iluminar a tua vida. 

 

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São João. [Ev Jo 14, 1-6] 

Disse Jesus aos seus discípulos:
«Não se perturbe o vosso coração.
Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim.
Em casa de meu Pai há muitas moradas;
se assim não fosse,
Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar?
Quando Eu for preparar-vos um lugar,
virei novamente para vos levar comigo,
para que, onde Eu estou, estejais vós também.
Para onde Eu vou, conheceis o caminho».
Disse-Lhe Tomé:
«Senhor, não sabemos para onde vais:
como podemos conhecer o caminho?»
Respondeu-lhe Jesus:
«Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Ninguém vai ao Pai senão por Mim». 

 

Rezar é parar, mas é também, ao mesmo tempo, pôr-se a caminho. Coloca-te a caminho nesta oração que te convida a tomar consciência de que o caminho é o próprio Jesus; segue os seus passos, descobre o seu rosto, configura a tua vida à sua imagem.

O Evangelho de São João que hoje escutaste poderia originar três livros, embora convergentes: Jesus é caminho, Jesus é verdade, Jesus é vida. Qual destes três cenários (caminho, verdade e vida) está em maior sintonia contigo? Qual se coaduna melhor com o que sentes? Ou com o que precisas? 

Ao voltar a escutar o texto evangélico, toma nota que viver de modo cristão mais não é do que caminhar com Jesus. Fixa-te no contrário de caminhar: parar, correr sem ver, possuir, fazer “birras” por não apreender metas e soluções fáceis e mágicas. Pelo contrário, caminhar é aventurar-se, alegrar-se, arriscar a companhia eterna do Amor! 

 

Agradecido por este tempo de paragem e meditação, pondera aprofundar a tua consciência de ser a caminho, na abertura ao risco de um trilho, livre da obsessão com chegadas rápidas e soluções tipo ‘chave na mão’... 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.