Sexta-feira da quinta semana do Tempo Pascal

Hoje é dia quatro de maio, sexta-feira da quinta semana do Tempo Pascal.

Da Comunidade de Taizé, estás a escutar Grande est ta bonté.

Inicia hoje o teu momento de oração
escutando esta prece escrita pelo monge
e escritor norte-americano Thomas Merton:
«Meu Deus, porque estou tão mudo?
Desejaria gritar-Te uma e mil vezes, 
mas Tu és o inominável, o infinito.
A tua Palavra é Jesus,
e eu grito o nome do teu Filho
e vivo no amor do seu coração.
Creio que, se Ele quiser, 
dará resposta à minha única prece:
que possa renunciar a tudo e pertencer-Lhe por inteiro».

 

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São João. [Ev Jo 15, 12-17] 

Disse Jesus aos seus discípulos:
«É este o meu mandamento:
que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei.
Ninguém tem maior amor
do que aquele que dá a vida pelos amigos.
Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.
Já não vos chamo servos,
porque o servo não sabe o que faz o seu senhor;
mas chamo-vos amigos,
porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai.
Não fostes vós que Me escolhestes;
fui Eu que vos escolhi e destinei,
para que vades e deis fruto
e o vosso fruto permaneça.
E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome,
Ele vo-lo concederá.
O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».

 

Encontras no Evangelho uma espécie de confidência de Jesus sobre o que espera de ti. Ele deseja que, como Ele, ames os outros, na disposição de dar a vida, e que faças o que Ele te manda. 

«Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi». 
Jesus escolheu-te com uma escolha intencional, premeditada, meticulosa. Ele sabe quem tu és. E é tal como és que conta contigo. Devias ficar muito contente ao pensar nisso.

Quanto mais fores amigo de Deus – pela oração diária, pela Eucaristia frequente, pelo recurso habitual ao sacramento da reconciliação – melhor ficarás a conhecer o coração de Deus. Vais ouvir de novo Jesus a dizer: «dei-vos a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai».

 

Queres um propósito que seja prático? Procura tratar com respeito e estima, e, portanto, sem ironia, desconfiança ou menosprezo, todas as pessoas que hoje se cruzarem contigo. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.