Sexta-feira da trigésima terceira semana do tempo comum

Hoje é dia dezoito de novembro, sexta-feira da trigésima terceira semana do tempo comum.

Do “Glória” de António Vivaldi, estás a escutar Domine Deus, rex caelestis.

O motor da vida é o Amor. Na origem de tantas dores do nosso mundo está a falta de Amor. 
Sem amor não podes sequer conhecer alguém. Só quem ama conhece, porque Deus, o Criador do céu e da terra, das coisas visíveis e das invisíveis, é Amor. 
É amando que Ele cria e é amando que tu participas no seu projeto de amor para todos. Pede-lhe um coração capaz de reconhecer o amor à tua volta. 
Assim, com o desejo de O reconhecer, vale a pena começares a tua oração. 

 

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Lucas. [Lc 19, 45-48]

Jesus entrou no templo
e começou a expulsar os vendedores, 
dizendo-lhes:
«Está escrito: ‘A minha casa é casa de oração’; 
e vós  fizestes dela ‘um covil de ladrões’».
Jesus ensinava todos os dias no templo.
Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os chefes do povo
procuravam dar-Lhe a morte,
mas não encontravam o modo de o fazer,
porque todo o povo  ficava maravilhado quando O ouvia. 

 

Pontos de oração

Tenta imaginar Jesus a expulsar os comerciantes do templo. Parece-te violento? Mas só há violência se há desproporção entre o estímulo e a resposta. A corrupção não se vence com palavrinhas mansas. Por vezes, o médico tem de usar o bisturi; não basta uma pomada. Calar-se e deixar passar tudo pode ser uma falta de amor. 

Hoje sofre-se a tentação de transformar tudo em negócio: o desporto, a religião... até supostamente o “amor”. Chega-se mesmo a pensar que não pagar e enganar não é roubo, nem mentira, é esperteza e gestão negocial. Tu que pensas? 

Ao ouvir de novo a leitura, repara como os “príncipes deste mundo” atacam e querem acabar com quem os desmascara, mas têm medo do povo. Querem ir a votos e tudo fazem para ser bem-vistos. Até se compram consciências. Reza por eles. 

 

Colóquio final

Agradece o testemunho de Jesus e de tantos mártires. E pede-Lhe a graça de que a tua vida, a tua família, o teu trabalho não se tornem “um covil de ladrões”. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.