Sexta-feira da vigésima nona semana do Tempo Comum

Hoje é dia vinte e sete de outubro, sexta-feira da vigésima nona semana do Tempo Comum.

«Porque não sabeis discernir o tempo presente?»,
perguntava Jesus àqueles que O escutavam.
Porque não reconheces o tempo favorável,
o hoje que é o dia e a hora
para construir uma vida alicerçada no amor,
no perdão e na paz?
Hoje, apenas hoje, permite que o Senhor
te faça todas as perguntas;
e deixa as preocupações de amanhã
nas mãos de Deus.

 

Escuta esta passagem da Epístola de São Paulo aos Romanos. [L 1 Rom 7, 18-25a] 

Eu sei que em mim, isto é, na minha natureza,
não habita o bem,
pois querer o bem está ao meu alcance,
mas realizá-lo não está.
Na verdade, não faço o bem, que quero,
mas pratico o mal, que não quero.
Ora, se eu faço o que não quero,
já não sou eu que o realizo,
mas o pecado que habita em mim.
Descubro pois em mim esta lei:
ao querer fazer o bem,
é o mal que está ao meu alcance.
Sinto prazer na lei de Deus,
segundo o homem interior.
Mas vejo que há outra lei nos meus membros,
que luta contra a lei da minha razão;
ela torna-me escravo da lei do pecado,
que está nos meus membros.
Infeliz de mim!
Quem me libertará deste corpo de morte?
Deus, a quem dêmos graças,
por Jesus Cristo, nosso Senhor. 

 

Pontos de oração

São Paulo ajuda-te a ganhar consciência da tua fragilidade. És vulnerável e quebradiço. Se fosses justo, conforme diz a Escrituras, pecarias sete vezes por dia. Foram grandes os estragos da queda original. Mas anima-te: muito maior é a força da redenção de Cristo.

“Quem me libertará deste corpo de morte?” – pergunta S. Paulo. 
Talvez já tenhas perguntado o mesmo quando sentiste, no coração e no corpo, o ímpeto para fazer as coisas mais desgraçadas que possa fazer o homem mais desgraçado. 
É Deus quem te liberta. Ele, que é teu Pai e compreende muito bem a tua fragilidade.

Paulo põe a descoberto a sua fraqueza e as suas contradições. Mas quando afirma que é Deus quem o vai libertar, não cai em lamentos: pelo contrário, dá graças. 
Aprende com Paulo a lidar com as tuas fraquezas.

 

Colóquio final

Se alguma vez gritares “infeliz de mim” por causa de algum pecado, não te demores na tristeza. Diz antes “feliz de mim”, porque há um Deus que te perdoa sempre.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.