Sexta-feira, memória litúrgica de S. Vicente de Paulo

Hoje é dia vinte e sete de setembro, sexta-feira, memória litúrgica de S. Vicente de Paulo.

“Bendito seja o Senhor, meu refúgio”... Estas palavras do salmista não fazem de Deus um lugar onde te escondes do mundo. Podes pensar neste Senhor, teu refúgio, como a retaguarda, o lugar do repouso depois da batalha. Neste lugar recuperas forças, pois novas batalhas te esperam ao longo do caminho. Podes pensar também no Senhor como o refúgio onde encontras acolhimento para as tuas dores, onde a tua vida se refaz cada dia, para poderes continuar... Entrega a tua vida ao Senhor, teu refúgio... e começa assim a tua oração.

Escuta esta passagem do Salmo quarenta e dois. [Sl 42 (43), 1.3.4]

Fazei-me justiça, meu Deus, defendei a minha causa contra a gente sem piedade, livrai-me do homem desleal e perverso. (...). Enviai a vossa luz e verdade, sejam elas o meu guia e me conduzam à vossa montanha santa e ao vosso santuário. E eu irei ao altar de Deus, a Deus que é a minha alegria. Ao som da cítara Vos louvarei, Senhor, meu Deus.

O Salmista entoa um salmo que diz: «Eu irei ao altar de Deus, a Deus que é a minha alegria». Tu também vais ao altar de Deus? E Deus também é a tua alegria?

Hoje convido-te a fazeres um exame de consciência sobre a tua ida à Missa, ao altar de Deus. Com certeza, tens uma missa preferida. E o que eu te pergunto é isto: «Quando não tens essa missa vais na mesma à missa ou a tua motivação é a missa de que gostas? Quer dizer, a tua ida à missa é por causa de uma sensação agradável ou para rezares em comunidade?»

Ao ouvires o salmo a ser entoado pela segunda vez, repete com o salmista «Eu irei ao altar de Deus, a Deus que é a minha alegria».

Agora pergunta-te: a tua alegria é Deus ou a missa de que gostas? Fala com Deus sobre as tuas motivações para ires à missa.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.