Terça-feira da décima primeira semana do tempo comum

Hoje é dia vinte de Junho, terça-feira da décima primeira semana do tempo comum.

Estás prestes a iniciar o teu momento de oração:
coloca-te na presença de Deus
como mistério de Amor, que te abraça e conforta.
Hoje, começa a tua oração
com as seguintes palavras de um poema de João da Cruz:
«Quando Tu me olhavas,
teus olhos uma graça me imprimiam;
por isso me adoravas
e nisso mereciam meus olhos adorar
o que em ti viam.
Não queiras desprezar-me:
depois que me olhaste,
graça e formosura em mim deixaste».

 

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus. [Ev Mt 5, 43-48].

Disse Jesus aos seus discípulos:
«Ouvistes que foi dito:
‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’.
Eu, porém, digo-vos:
Amai os vossos inimigos
e orai por aqueles que vos perseguem,
para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus;
pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus
e chover sobre justos e injustos.
Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis?
Não fazem a mesma coisa os publicanos?
E se saudardes apenas os vossos irmãos,
que fazeis de extraordinário?
Não o fazem também os pagãos?
Portanto, sede perfeitos,
como o vosso Pai celeste é perfeito». 

 

Pontos de oração

“Amai os vossos inimigos”. 
O que é amar os inimigos? Não significa gostar, nem ter simpatia, nem desculpar. É querer o verdadeiro bem daquele que se ama: que se encontre com Deus, que seja verdadeiro e colabore no seu bem e no dos outros. 
Este milagre precisa de muita oração e coragem para discernires o teu agir e tentares ver o inimigo como Deus o vê…

Quem são os teus inimigos? São sobretudo aqueles que te afastam de Deus; os que fazem nascer em ti sentimentos de raiva e de vingança; aqueles que até estão na lista dos “amigos”, mas te deitam abaixo, te tornam orgulhoso ou te transmitem critérios e práticas mundanas… És capaz de identificar alguns?

Ouvindo, de novo, esta palavra de Deus pondera como a tua vocação é estar neste mundo para o transformar pelo amor, pela verdade, pelo perdão: as armas de Jesus. 

 

Colóquio final

Termina pedindo a graça de entender que a perfeição não é ser impecável, mas servir com alegria, mesmo com as tuas imperfeições. 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.