Terça-feira da sexta semana do Tempo Pascal

Hoje é dia oito de maio, terça-feira da sexta semana do Tempo Pascal.

De Ludovico Einaudi, estás a escutar In un’altra vita.

O apóstolo Paulo, na sua primeira Carta aos Tessalonicenses,
convida os cristãos a rezar incessantemente.
Rezar incessantemente não consiste apenas
em repetir fórmulas de oração, assistir a celebrações litúrgicas
ou fazer propósitos espirituais.
Rezar incessantemente é transportar para a tua vida,
o teu corpo e a tua respiração
os bons pensamentos de Cristo, o modo de ser do homem novo,
a vida renovada do Espírito.
Que os teus ritmos de oração,
como este que agora inicias,
ajudem a moldar o teu ser e o teu agir.

 

Escuta esta passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos. [At 16, 22-34].

A multidão dos habitantes de Filipos amotinou-se contra Paulo e Silas
e os magistrados mandaram que lhes arrancassem as vestes e os açoitassem.
Depois de lhes terem dado muitas vergastadas, meteram-nos na cadeia
e ordenaram ao carcereiro que os guardasse cuidadosamente.
Ao receber semelhante ordem,
o carcereiro lançou-os no calaboiço interior e prendeu-lhes os pés no cepo.
Por volta da meia noite, Paulo e Silas, em oração, entoavam louvores a Deus
e os outros presos escutavam-nos.
De repente, sentiu-se um tremor de terra tão grande
que abalou os alicerces da prisão.
Todas as portas se abriram e soltaram-se as cadeias de todos os presos.
O carcereiro acordou e, ao ver abertas as portas da prisão,
puxou da espada e queria suicidar-se,
julgando que os presos se tinham evadido.
Mas Paulo bradou com voz forte:
«Não faças nenhum mal a ti mesmo, pois nós estamos todos aqui».
O carcereiro pediu uma luz, correu para dentro
e lançou-se, a tremer, aos pés de Paulo e Silas.
Depois trouxe-os para fora e perguntou-lhes:
«Senhores, que devo fazer para ser salvo?»
Eles responderam-lhe:
«Acredita no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua família».
E anunciaram-lhe a palavra do Senhor,
bem como a todos os que viviam em sua casa.
O carcereiro, àquela hora da noite,
tomou-os consigo, lavou-lhes as feridas
e logo recebeu o Baptismo, juntamente com todos os seus.
Depois mandou-os subir para sua casa, pôs-lhes a mesa
e alegrou-se com toda a sua família, por ter acreditado em Deus. 

 

Depois de um dia de motins, maus tratos e vergastadas, Paulo e Silas rezam e cantam. Por contraste, lembras-te das vezes que deixaste de rezar porque as coisas te correram de forma injusta, violenta ou grosseira? Pede a Deus que te faça reagir sempre como uma pessoa de fé.

Um carcereiro não é ninguém na escala do prestígio social, e Paulo e Silas tinham uma pressa compreensível de fugir do alcance das autoridades. No entanto, podendo fugir, a sua primeira preocupação foi aquele homem desesperado, a quem consolaram, ensinaram e a quem visitaram calmamente na sua casa.

Escuta de novo o Livro dos Atos dos Apóstolos. 
A vida do cristão não é a vida tranquila e comodista com que às vezes sonhas. Mas também não é uma vida triste e insegura. É uma vida de risco e de esperança, em que o Senhor nunca te irá falhar.

 

Paulo e Silas ajudaram o carcereiro a conhecer Jesus e a reconhecer a necessidade do batismo. 
Quando estiveres no hipermercado, nos transportes, na rua ou no trabalho, não deixes de te perguntar: «Será que esta pessoa conhece Cristo, e será que está batizada?». 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.