Terceiro Domingo da Páscoa

Hoje, a Igreja celebra o terceiro Domingo da Páscoa. 

A nossa vida é marcada por ritmos e sinais.
O Domingo surge para os cristãos
como um dia de Graça, a memória de um túmulo aberto,
a proclamação da vida, a partilha do pão,
a maravilha dos recomeços.
A tua vida é preciosa, abundante, plena de beleza.
Mesmo que isso não te seja evidente neste momento,
nunca deixes de o acreditar e agradecer.
É o Senhor quem to diz: hoje
e em todos os dias da tua história.

 

Na aflição, o salmista invoca o Senhor e este atende a sua prece, pondo-o a salvo. A uma vida em risco, o Senhor responde com uma existência cheia.
Salmo 15 (16), 1-2a.5.7-8.9-10.11
Defendei-me, Senhor; Vós sois o meu refúgio.
Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus.
Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,
está nas vossas mãos o meu destino.

Bendigo o Senhor por me ter aconselhado,
até de noite me inspira interiormente.
O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei.

Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta,
e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos,
nem deixareis o vosso fiel conhecer a corrupção.

Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em vossa presença,
delícias eternas à vossa direita. 

 

Pontos de oração

O Senhor não é surdo ao clamor do pobre. Pelo contrário, Ele próprio vem sem demora ao encontro do pobre, para o socorrer. O Senhor é a salvação do pobre, como proclama o Salmo:
“Defendei-me, Senhor; Vós sois o meu refúgio”... “Está nas vossas mãos o meu destino”...
“Com o Senhor a meu lado não vacilarei”... “Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos”...

O salmista entra em diálogo com Deus – um diálogo que acaba por se converter em proximidade quase palpável; uma comunhão que te comunica segurança e paz. O salmista desabafa a sua angústia – o Senhor responde-lhe vindo ao seu encontro. Tal como quando a criança cai e chora e a mãe corre para ela, erguendo-a nos braços, algo de semelhante ocorre na relação do salmista com Deus. Na oração, sentes os toques de Deus: Ele mexe com a tua interioridade e fala ao teu coração, procurando conduzir-te sempre mais até Ele. O salmo é uma escola de oração – também para ti.

Escuta pela segunda vez o salmo. 
Tal como a vida em Deus, este salmo é atravessado por um grande dinamismo – de surpresa em surpresa, num desconcerto crescente. Fica atento à diversidade de sentimentos que o salmo provoca em ti – e procura tirar proveito de todos eles.

Prestes a iniciar uma nova semana, pede ao Senhor um coração acolhedor à sua presença na tua vida – que esta contínua presença do Senhor seja a tua força.

 

Oração final

Pai nosso que estais nos céus
santificado seja o vosso nome
venha a nós o vosso Reino
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje
perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
e não nos deixeis cair em tentação
mas livrai-nos do mal.