Este mês, através de O Vídeo do Papa, o Papa Francisco pede-te que rezes por todos os que sofrem, para que encontrem caminhos de vida, deixando-se tocar pelo Coração de Jesus.
O Santo Padre não esquece aqueles que passam por todos os tipos de dificuldades, de modo particular neste tempo de pandemia, e sustenta que onde há dor, onde há sofrimento, onde há dificuldade, está sempre o Coração de Jesus. Ninguém está sozinho.
Francisco lembra que existe um caminho para todos os que precisam de ajuda, um caminho para se ligarem ao Coração de Jesus, ao seu estilo e aos seus gestos, e que pode levar as pessoas a incorporar na sua vida uma missão de compaixão pelo mundo. O Papa exorta à aproximação deste caminho do coração, capaz de acolher "a todos na revolução da ternura".
A devoção ao Coração de Jesus tem uma longa tradição na história da Igreja. Encontra o seu fundamento bíblico no "coração trespassado de Jesus" no Evangelho de São João – interpretado pelo misticismo medieval como uma ferida que manifesta a profundidade de seu amor.
Ao longo do tempo, esta devoção conheceu desenvolvimentos muito importantes para a sua difusão na Igreja, como as revelações a Santa Margarida Maria Alacoque no século XVII e o posterior culto ao Sagrado Coração no século XIX, e a revelação da Divina Misericórdia a Santa Faustina Kowalska, no início do século XX. O Papa Pio XII escreveu uma encíclica sobre o Sagrado Coração, Haurietis Aquas (1956).
Ao longo da história, houve várias inculturações dessa devoção, com diferentes formas e linguagens, mas tendo sempre como ponto de partida a revelação, em toda a sua profundidade, do amor de Deus Pai, através de um símbolo privilegiado: o coração vivo de seu Filho ressuscitado. Pois "o coração de Cristo é o centro da misericórdia", diz Francisco.
Este ano, celebra-se o centenário da canonização de Margarida Maria Alacoque. Foi com a ajuda do padre jesuíta Claudio La Colombière que Margarida Maria Alacoque divulgou a mensagem que o Ressuscitado lhe revelou sobre a profundidade da sua misericórdia. Em 1688, a Irmã Margarida teve uma visão final em que, por meio de Maria, o Senhor confiou às Irmãs da Visitação e aos Padres da Companhia de Jesus a tarefa de transmitir a todos a experiência e a compreensão do mistério do Sagrado Coração.
Duzentos anos depois, a Companhia de Jesus aceitou oficialmente esta "agradável missão" (munus suavissimum), pelo decreto 46 da 23ª Congregação Geral (1883) e confiou-a ao Apostolado da Oração, hoje a Rede Mundial de Oração do Papa.
