O Papa Francisco quer que todos os países tomem as medidas necessárias para que o futuro das crianças, especialmente das que estão a sofrer, seja uma prioridade.
Na edição deste mês de O Vídeo do Papa, Francisco sustenta que «cada criança marginalizada, cada criança abusada, cada criança abandonada, cada criança sem escola, sem cuidados médicos, é um grito que se eleva a Deus».
«É Cristo, que veio ao nosso mundo como uma criança indefesa, que nos olha em cada uma dessas crianças», insiste, pedindo orações em prol do futuro dos meninos e meninas.
Na opinião do diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, padre Frédéric Fornos, sj, o convite do Santo Padre não nos dispensa de um compromisso diário na nossa vida, em defesa desta causa, compromisso esse que podes concretizar naquilo que te parece mais simples.
O responsável recorda que, numa mensagem às famílias, o Papa foca a importância da gratuidade na relação entre pais e filhos. Para o Santo Padre, «é muito importante “perder tempo” com os filhos, brincar com os filhos». Cada vez que uma criança é abandonada, não se comete apenas um ato de injustiça, mas também se confirma o fracasso da sociedade.
O apelo do Santo Padre chama a atenção para os dramas da infância, que exigem medidas sérias. Segundo a Situação Mundial da Infância (relatório anual de referência da UNICEF) referente a 2016 e 2017, as crianças representam quase metade das pessoas que sobrevivem com menos de dois dólares por dia. Além disso, em 2014 ficou comprovado que aproximadamente 160 milhões apresentavam atrasos no crescimento.
Em termos de escolarização, conclui-se que 124 milhões de crianças não frequentam a escola, um fator agravado pelos conflitos armados que, em certos lugares, são cada vez mais prolongados. Cerca de 250 milhões de jovens vivem em locais afetados pelos conflitos armados, onde as condições sociais, económicas e bélicas dificultam o seu desenvolvimento normal e a procura de um futuro melhor.
