O Papa pede a todos os católicos que rezem por um diálogo genuíno entre as comunidades do Médio Oriente e lembra que a unidade entre cristãos, judeus e muçulmanos “é baseada em laços espirituais e históricos".
Na edição de novembro de "O Vídeo do Papa", o Santo Padre assinala que existem muitas comunidades cristãs, judaicas e muçulmanas a “trabalhar pela paz, reconciliação e perdão”. Francisco espera que o “diálogo e unidade dentro de cada uma dessas comunidades aconteçam sem medo das diferenças”.
O Médio Oriente integra o Bahrein, Egito, Chipre, Irão, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Iémen e Palestina. A comunidade muçulmana deste território ronda os 93% da população, a comunidade cristã representa aproximadamente 5% e a judaica, que está concentrada principalmente em Israel, é de quase 2%.
Em julho de 2018, aquando da visita a Bari, o Papa Francisco mencionou a importância da reconciliação quando se dirigiu aos cristãos do Médio Oriente: “A paz não virá graças às tréguas sustentadas por muros e testes de força, mas pela vontade real de ouvir e dialogar”.
Reforçando a mensagem do Santo Padre, o Pe. Frédéric Fornos, sj, Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa (que inclui o Movimento Eucarístico Juvenil), diz que “esta é a terra onde nasceram as três grandes religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. É a terra de Abraão, Isaac e Jacob, a terra dos profetas e onde Jesus Cristo nasceu de Maria. A Igreja nasceu lá. Desde a época de Jesus até hoje, os cristãos sempre estiveram presentes nessas terras”.
“Este mês, somos convidados a interessarmo-nos pela diversidade das tradições religiosas e culturais do Médio Oriente”, afirma o responsável, acrescentando que “demonstrar interesse pelos homens e mulheres desta terra ajuda-nos a rezar por eles”.
O sacerdote jesuíta lembra que é possível rezar com o “Documento sobre a fraternidade humana, pela paz mundial e pela vida comum”, assinado pelo Santo Padre e pelo Grande Imã de Al-Azhar, que declara assumir a cultura do diálogo como um caminho: “O diálogo entre os que creem significa encontrar-se no enorme espaço dos valores espirituais, humanos e sociais comuns e investir na difusão das mais altas virtudes morais, pedidas pelas religiões”.
