Para tomar consciência

Antes de iniciar o mês de agosto, tempo geralmente associado a férias e descanso, sentimos a necessidade de fazer um balanço e deixar algumas pistas para tomar consciência do que foi vivido ao longo deste ano pastoral.

Há pouco mais de um ano, em junho de 2019, milhares de pessoas de todo o mundo encontraram-se em Roma para celebrar, com o Papa Francisco, os 175 anos de fundação do Apostolado da Oração. Alguns meses depois, em outubro, 100 mil pessoas, na grande maioria membros do Apostolado da Oração, reuniam-se em Fátima, por ocasião da Jornada Mundial das Missões, para a mesma celebração.

Foram momentos de enorme consolação e confirmação do bem que esta Obra Pontifícia traz à vida da Igreja, na promoção da vida de oração pessoal e comunitária, que leva, em primeiro lugar, à intimidade com Cristo, à identificação com o seu Coração e, a partir daí, a olhar para o mundo como realidade a transformar numa missão de compaixão, unidos ao Papa e aos desafios do mundo e da missão da Igreja que ele entende serem os mais urgentes e universais para todos os homens e mulheres do nosso tempo.

Nessa altura, nunca imaginaríamos o que viria a acontecer a partir de março. A crise sanitária do novo Coronavírus, à qual se junta uma preocupante crise económica e social, mergulhou o mundo no desconcerto, no medo e na incerteza, num mar em tempestade, como o Papa Francisco o caracterizou na histórica oração realizada numa praça de S. Pedro deserta, no dia 27 de março.

O momento que vivemos, esperando que, pouco a pouco, regressemos à normalidade, apresenta-se como um dos maiores desafios que podemos enfrentar. Poucas são as circunstâncias que nos façam cair na conta da interdependência que temos como humanidade no seu todo. Uma coisa que apareceu no outro lado do mundo, em pouco tempo e muito repentinamente, condicionou a nossa vida muito além do que poderíamos imaginar. Seria, talvez, preciso que isto acontecesse para sentirmos que partilhamos uma mesma casa e não podemos estar desligados nem indiferentes ao que se passa, mesmo que esteja longe.

Se um mal como este condiciona tanto o mundo, o que poderá fazer o bem? Quais seriam as consequências de milhões de corações verdadeiramente mobilizados pelo bem dos outros, pela paz, pela justiça? Como Rede Mundial de Oração do Papa, já podemos experimentar isto: podemos sentir que este tempo é a oportunidade de reforçar mais convictamente a missão que nos é confiada: realizar no mundo a missão de Compaixão que Cristo Ressuscitado quer tornar presente.

Fica este convite a todos os que partilham connosco a missão da Rede Mundial de Oração do Papa em Portugal, através das nossas publicações e plataformas digitais. Somos muitos, espalhados por todo o mundo. Que possamos ser uma verdadeira família comprometida com o mundo e as exigências do tempo presente. Obrigado por continuar connosco!

Em nome da Equipa da Rede Mundial de Oração do Papa em Portugal, desejo a todos um bom tempo de férias, se for o caso, e as maiores bênçãos do Coração de Jesus.

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Diretor da Rede Mundial de Oração do Papa em Portugal

Fotografia: Javier Martínez (unsplash.com)